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Um Lugar Silencioso – Parte II | Crítica: A tensão só aumenta na incrível e aguardada segunda parte do longa de 2018

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Talvez Um Lugar Silencioso – Parte II (A Quiet Place Part II, 2021) tenha sido um dos filmes mais prejudicados pela pandemia que tomou conta do mundo nos últimos meses. E mais de 1 ano depois de sua data de estreia original, enfim, o filme chega nas telas dos cinemas para tentar repetir o sucesso que o primeiro, lá 2018, fez. Nos EUA, a Parte 2 foi um estrondoso sucesso sem dúvidas nenhuma, fez uma das melhores aberturas da Era da Pandemia, no concorrido feriado do final de Maio e com o detalhe de ter sido um lançamento exclusivo nos cinemas no país. Agora, o longa chega no Brasil alguns meses depois e na esperança de tentar repetir os bons números lá fora.

E em Um Lugar Silencioso – Parte II a tensão só aumenta e a habilidade de John Krasinski em contar uma nova e boa história continua, onde o longa faz um, novamente, para se ver no maior silêncio possível, onde cada respirada mais profunda pode ou não estragar a experiência que é oferecida aqui.

Um Lugar Silencioso – Parte II – Crítica
Foto: Paramount Pictures
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Claro, o fator de surpresa e de novidade que o primeiro longa oferecia não pode ser replicado aqui com Um Lugar Silencioso: Parte II, mas não é por isso que o segundo filme não seja tão tenso e assustador que o primeiro. Agora, a ameaça é ainda maior, talvez pelo fato que já conhecemos as criaturas e como elas agem, onde Krasinski não perde mais tempo da história em construir o suspense em volta delas, e sim, já parte para a ação desenfreada toda vez que elas aparecem. E em Um Lugar Silencioso – Parte II elas aparecem e muito. O sentimento de tensão, onde agora temos uma visão completa, de como esses seres se parecem e como eles atacam é trabalhado por Krasinski de uma muito forma interessante no novo filme e que garante que esse segundo capítulo não caia numa repetição de ideias ou de situações.

Isso, aliás, acaba por ser um dos maiores trunfos dessa Parte 2. O diretor, que também cuida do roteiro, sabe deixar as situações apresentadas aqui muito mais perigosas para a família Abbott que logo no início vemos que eles precisam deixar a fazenda onde moravam em busca de um novo lugar, um que não é tão silencioso assim, afinal, o mundo lá fora não está mapeado e estudado como o local que fomos apresentados no primeiro filme. A única coisa que eles sabem, e que serve como uma das poucos vantagens para eles, é que o aparelho de surdez da jovem Regan (Millicent Simmonds, ótima), quando amplificado, serve como um escudo protetor contra as escandalosas criaturas.

Assim, Evelyn (Emily Blunt, incrível novamente), seu bebê, a jovem Regan, e o filho Marcus (Noah Jupe) estão novamente em busca de sobreviver, precisam ser cuidadosos com seus passos e ações mais uma vez. Um Lugar Silencioso – Parte II funciona realmente como um novo capítulo para a franquia, e continua a história dessa família que busca sobreviver ao apocalipse e são colocadas nas situações mais caóticas possivéis. E aqui, saímos da bolha criada por eles para desbravar o mundo, onde no meio do caminho eles cruzam com uma figura do passado, o perturbado Emmett (Cillian Murphy) e claro, com novas criaturas que fazem de tudo para os atacarem.

Um Lugar Silencioso – Parte II acerta ao ampliar nossa visão de como está esse mundo e mostra mais desse universo criado por Krasinski, onde realmente é um prazer estar de volta. Blunt está ótima novamente e por mais que não tenha o mesmo protagonismo, e destaque do primeiro filme, entrega uma incrível atuação, assim como os jovens Simmonds e Jupe que ganham ares de protagonistas, ah lá Stranger Things, na luta contra essas criaturas. O roteiro foca muito mais nas dores e os desafios que os jovens precisam enfrentar e essas questões que dão mais profundidades para eles por Krasinski é que deixam o longa com um sentimento de imprevisibilidade muito maior, e ainda mais insano quando temos esses personagens literalmente frente a frente dessas criaturas em diversas passagens do filme e que devem prender o espectador na cadeira.

Um Lugar Silencioso – Parte II – Crítica
Foto: Paramount Pictures

O roteiro Krasinski os separa em pequenos grupos, onde o filme a partir de um determinado tempo vive por pular de núcleo e núcleo, e cria esse sentimento angustiante do que será que vai acontecer com cada um deles, em que cada um deles experienciam os mais perigosos desafios para tentarem sobreviver, mais uma vez.

Seja nas cenas do jovem Marcus com o irmão mais novo dentro do bunker – local onde algumas das melhores cenas do filme se passam – com pouco oxigênio disponível, ou as de Evelyn que precisa retornar para um determinado local e que acaba por descobrir mais sobre as fraquezas das criaturas (na minha cena preferida da sequência), ou até mesmo na jornada de Regan atrás de uma pista que eles recebem pelas ondas de rádio e que pode mudar tudo. Um Lugar Silencioso – Parte II coloca todos esses personagens, e os novos que são apresentados, nessa incrível história de sobrevivência que realmente entrega um drama pós apocalíptico que prende a atenção a todo tempo. E isso se dá muito pelo fato, como já falamos, de Krasinski não perder tempo nesse filme, onde desde da cena de abertura que passa no Dia 1 da chegada das criaturas (e um dos motivos que trazem o personagem do diretor de volta), até mesmo para o presente em que eles precisam fazer com todas as novas informações que coletam sobre eles, tudo é bem ágil e intenso de se acompanhar.

Ao mesmo tempo que o novo longa as apostas estão cada vez mais altas, o sentimento de esperança que ambos os filmes passam em seus momentos finais, e de: Putz,  o que vai acontecer agora? é que fazem a espera pelo longa uma que vale à pena. Um Lugar Silencioso – Parte II entrega um novo filme incrível de se assistir com passagens de nos fazer dar pulos de susto (principalmente aquelas dentro do tal bunker que falamos), um bom desenvolvimento de personagens (as crianças aqui são realmente o grande destaque) e que consegue contar uma boa história dentro desse universo criado e apresentado lá no primeiro filme.

No final, Krasinski acerta novamente em criar uma experiência marcante e se comprova ser, mais uma vez, um ótimo contador de histórias. Cadê a Parte 3?

Um Lugar Silencioso – Parte II chega nos cinemas nacionais em 22 de julho pela Paramount Pictures.

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Miguel Morales

Sempre posso ser visto lá no Twitter, onde falo sobre o que acontece na TV aberta, nas séries, no cinema, e claro outras besteiras.  Segue lá: twitter.com/mpmorales

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