Super Mario Galaxy: O Filme | Crítica: Sequência toma super cogumelo e cresce

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É impossível não sair com um sorriso no rosto quando temos os personagens de Super Mario Galaxy: O Filme (Super Mario Galaxy: The Movie, 2026) por recriar diversas passagens dos jogos em cenas de animação nesse novo capítulo da franquia bilionária que os filmes se tornaram. E quando o filme coloca elas juntas e temos a transição da animação com os jogos? Perfeição. E muito da sequência, que definitivamente vai fazer zilhões de dinheiros em bilheteria ao redor do mundo, é isso, um grande copia e cola dos jogos sim, mas também uma montanha russa colorida, frenética, divertida e cheia de pequenos easters-eggs para os fãs mais hard cord ficarem caçando ao longo do filme. Mas é preciso de mais, claro.

Foto: © Nintendo and Universal Studios. All Rights Reserved.
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Super Mario Galaxy: O Filme faz aquilo que toda sequência obrigatoriamente precisa fazer que é expandir seu universo, e contar uma história maior com os personagens que foram apresentados no anterior. Mas que história? Mesmo que o longa mire para as estrelas, parece que toma um super cogumelo e cresce em termos de personagens, mitologia, e novos mundos e cantos que exploram nessa galáxia, a sequência repete os erros (e os acertos!) do passado.

O que os co-diretores Aaron Horvath e Michael Jelenic entregam para Super Mario Galaxy: O Filme são cenas ligadas no 220V, cheia de cores, gritos e ação que preenchem a narrativa nas quase 2 horas que o filme tem. Mas qual narrativa né? Afinal, a trama, ou a história que o longa oferece é muito pouca para termos alguma coisa palpável em termos de efetivamente chamarmos de história. 

Isso era um problema do primeiro filme que se repete aqui no segundo. Personagens vão e vem, pequenas micro histórias são apresentadas e tentam se conectar entre si, enquanto vemos a busca de Mario (voz de Raphael Rossatto na versão dublada) e Luigi (voz de Manolo Reis na versão dublada) pela Princesa Peach (voz de Carina Eiras na versão dublada) que sai, junto com Todd, em busca de ajudar as estrelas a encontrar uma outra Princesa loira e com olhos grandes, aqui chamada Rosalina, que foi sequestrada por Bowser Jr, sim, o filho do vilão Bowser do primeiro filme. 

Nesse meio tempo, Mario e Luigi adotam eles mesmo um “filho”, o dinossauro verdinho Yoshi, que anda agora com a dupla para lá e para lá. A dupla vira, um trio e Yoshi rouba bastante as cenas. É bacana vermos a introdução do carismático dinossauro e o longa faz isso, de uma forma bastante ágil, logo nos primeiros momentos do filme. 

E não só isso, quase tudo é feito a toque de caixa em Super Mario Galaxy: O Filme que corre para ir apresentando novos personagens, mundos, e tudo mais. É como se o roteirista estivesse em Super Mario Kart, onde acelera com as coisas para não dar tempo de respirarmos e analisarmos o que está acontecendo. É o espetáculo pelo espetáculo e esse bonde está correndo e você não pode perder, o próximo easter-egg, o próximo salto, o próximo super poder que os personagens usam e que saíram diretamente dos jogos.

E quando o filme lembra que tem uma história a ser contada, ser seguida, vemos o trio chegar no planeta dos cogumelos para visitar a Princesa Peach, Yoshi já é da família e ajuda a dupla, Mario e Luigi, em diversas tarefas (que lembram momentos do jogo) enquanto a líder do lugar já saiu em missão.

Enquanto a Princesa Rosalina está presa, Bowser Jr. bola seu plano, a Princesa Peach e Toshi estão em busca dela, Mario, Luigi e Yoshi se unem com Bowser para encontrar a dupla. Super Mario Galaxy: O Filme sofre um pouco com esse tanto de introdução, de tantos novos personagens, que são muito bacanas, sem dúvidas, mas isso meio que impede um pouco da narrativa a se tornar um pouco fluida.

Ficamos boa parte do filme pulando de núcleo em núcleo. Mas como falamos, o roteiro de Matthew Fogel (que cuidou do roteiro do filme anterior e do último filme dos Minions e que são homenageados aqui) garante que nada seja muito desperdiçado no filme, em questão de tempo.

Afinal, os personagens estão sempre em movimento, visitando novos lugares, testando novos poderes. E no momento quando todos se encontram, num planeta que parece um tipo de estação aeroviária, eles cruzam caminho com um piloto rebelde Fox McCloud (de outra franquia de jogos), que começa a trabalhar com o grupo. Assim, Super Mario Galaxy: O Filme presta um tipo de homenagem (vamos colocar dessa forma) para Star Wars onde temos um piloto carismático, uma princesa, dois sidekicks excêntricos e um jovem nervoso (e aqui em vez do sabre de luz temos um bigode) em missão que envolve dinossauros e raios cósmicos azuis. 

Foto: © Nintendo and Universal Studios. All Rights Reserved.

Na medida em que todos os personagens embarcam para encontrar com Brower Jr., meio que não tem por onde Super Mario Galaxy: O Filme mais ir. Claro, os momentos entregam uma revelação que é cozinhada pelo filme durante boa parte dele e que se torna um pouco óbvia assistindo, mas que faz dos 20 minutos finais que levam para a batalha final serem bastante interessantes de serem acompanhados por conta dos visuais que aqui mais do nunca parecem com um jogo. 

No final, é como se realmente se Super Mario Galaxy: O Filme tivesse passado fases e etapas, não por que tem uma história a ser contada, mas apenas por precisar levar os personagens de ponto A para ponto B, seja fisicamente ou em termos de jornada. Super Mario Galaxy: O Filme se torna cada vez o ápice do filme fanservice, e aqui, acho que muito mais que o primeiro foi, afinal, ao trazer mais coisas dos jogos e apresentar elas em tela, apenas por mostrar para agradar os fã continua a ser, talvez, aquela fase que o roteirista continuou a ficar travado e empacado. 

Mas pelo menos o time de efeitos visuais e de animações teve muito com o que trabalhar, afinal, por mais sem sentido que muitas coisas, narrativamente falando, soem aqui em Super Mario Galaxy: O Filme, não dá para dizer que não entregue um espectáculo visual ainda maior que foi o primeiro filme. E um que vai fazer uma tonelada de dinheiro e deixar os fãs, e muito marmanjo, deslumbrado. E, às vezes, é sobre isso.

Nota:

Super Mario Galaxy: O Filme chega com sessões antecipadas em 1º de abril nos cinemas nacionais.

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Miguel Morales

Sempre posso ser visto lá no Twitter, onde falo sobre o que acontece na TV aberta, nas séries, no cinema, e claro outras besteiras.  Segue lá: twitter.com/mpmorales

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