Mais uma vez Star Trek: Discovery nos entrega uma episódio incrível, seja da parte do roteiro quanto das atuações, mas o que me chama atenção é a sua fotografia. A forma como mostraram o planeta Trill foi muito bonito, assim como a ligação de sua população com os simbiontes. Mas indo além disso, foi sensacional ver Saru buscando uma forma de se conectar com sua tripulação.
Saru usou a viagem por esporos para ir até o planeta Trill, para entender o simbionte que está dentro de Adira, principalmente por precisarem das informações de Sena Tal sobre o paradeiro da Frota Estelar. Michael é quem fica ao lado dela até a ida para o planeta, e precisa enfrentar tudo…
O problema no planeta é que os Trill acreditam que o simbionte só deve se conectar ao povo do planeta e ter um simbionte com uma humana é inadmissível, mas a questão é que muitos Trills e simbiontes morreram na Combustão, e eles precisam entender mais sobre como seguir em frente, e no planeta tem duas facções divergentes sobre os métodos.
De um lado tem uns que querem se manter puro, e do outro tem aqueles que entendem a evolução e precisam entender essa conexão do simbionte com uma humana e entender o que eles aprenderam. Adira não vai muito bem na conversa interna na caverna, mas Michael entra de cabeça para ajudá-la a conversar com o simbionte.
A questão é que Adira não era a primeira opção dele, ele estava para se unir a Gray Tal, o Trill que ela era apaixonada, e a trama mostra o amor entre uma pessoa trans e uma não binária, mas não aprofundam ainda essa trama, só que colocam a emoção do amor e do carinho acima de tudo. Espero que tenhamos mais momentos bem intensos entre Adira e Gray.
Quando ela aceita o destino de Gray, os Tal resolvem aparecer para ela, aceitando sua união ao simbionte e liberando sua memória. Ali Sena Tal começa a dar as diretivas para eles irem atrás da Sede da Frota Estelar.
Enquanto isso Star Trek: Discovery continua se desenvolvendo sobre o destino da Frota Estelar e tudo o que aconteceu nos 900 anos que se passaram, eles também precisam lidar com o emocional de sua tripulação, que está em frangalhos. Todos estão estressados com essa nova vida, as escolhas tomadas e a pressão que continua em cima deles.
Stamets e Detmer estão com a cabeça longe, pois sentem a pressão de que a vida de todos na nave estão nas mãos deles, mas cada um acha que tem a função maior que o do outro. Esses atritos recorrem por todos os corredores e Stamets piora quando Saru deixa claro que eles precisam descobrir uma forma de viajar pelos esporos sem precisar que ele seja o navegante principal, e Tilly tem a ideia de usar matéria negra.
O que achei engraçado é a forma como a Inteligência usou a Discovery para conversar com Saru, uma forma de ajudá-lo a manter as coisas nos eixos, e uma sessão de filmes antigos para amenizar as coisas entre toda a tripulação. Culber também foi ponto importante em entender que todos ali precisam de uma conversa e ele forçou bastante tudo isso, para manter todos bem, e quero momentos dele com Detmer.
Vale ressaltar a forma como Georgiou reage as coisas que acontecem na Discovery, e acredito que ela irá reabrir a Seção 31 para ela neste novo universo.
Star Trek: Discovery mais uma vez nos entrega um episódio muito bom, desenvolvendo cada fator que a série propõem e trazendo uns novos desdobramentos que prometem muito para o futuro da série.
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