Que final de temporada delicioso para uma série que virou tão querida. Marvel e Netflix mais uma vez acertam de mão cheia com Marvel – O Justiceiro, finalizando a mesma com ação, sangue e muito drama. Saberem lidar com o personagem, construírem-no de forma a nos cativar em sua jornada, mesmo indo tão além do ato heróico, correndo por justiça, custe o que custar, foi sensacional e Jon Bernthal se provou sensacional.
Em “Home” tudo começou a se conectar e a família de Micro finalmente descobriu que ele está vivo e todo o pesadelo que esteve por trás disso. Para isso eles precisaram criar uma grande história com Madani e a Segurança Nacional ficar ao lado deles para um encontro com Russo e assim efetuarem a troca de reféns, e nesse momento Micro e Castle se separam…
Óbvio que Castle iria sozinho para cima de Russo e o ego de seu ex-colega é maior do que tudo, já que ele só mantém Castle preso para descobrir como desativar o computador que colocaria disponível todos os seus segredos, acabando com sua reputação e o destruindo, levando também Rawlins. Este quando chega dá uma verdadeira surra em Castle, que fica entre a vida e a morte, mas uma traição de Russo o coloca no chão, com a fúria de Castle sobre ele.
Tudo parece terminar aqui, com Russo fugindo, Micro feliz com sua família e Madani entregando a Rafi o relatório contra Russo e Rawlins e inocentando Castle, mas nada pode terminar tão feliz.
Eis que em “Memento Mori” temos o embate final entre Castle e Russo, que o leva até o carrossel do Central Park, onde rolou a chacina de sua família. Ali os dois prometem brigar até a morte, mas Russo, que primeiro dá um tiro em Madani, sai perdendo e ainda tem o seu pior pesadelo descrito: teve sua cara completamente desfigurada, tornando-se um monstro. Sobreviveu, mas não terá uma vida tranquila.
Gostei que no final todos foram tendo o seu grande momento para concluir suas tramas. Curtis conseguiu levar Frank para suas reuniões e passou por um bocado para manter o segredo do amigo. Micro e sua família finalmente terminaram juntos, Sarah, Leo e Zach tiveram um final feliz. Karen apareceu pouco, mas foi importante em bastante tramas desenroladas, queria mais momentos entre eles, mas a jornada chegou ao final focando nos personagens que devem focar no próximo ano.
Os momentos de Castle lembrando de sua família enquanto apagava na tortura foram bem bacanas, primeiro ele lembrando do dia perfeito, de como Russo era amigo deles e seus filhos o amavam, depois o casamento, o sexo, as promessas, Maria então pedindo para ele ir embora com ela e ele não findo foi de uma dor e separação bem intensa.
Não sei como Marvel – O Justiceiro irá seguir sua história no próximo ano, mas será incrível acompanhar novamente a jornada de Frank Castle. Repetindo, um dos maiores acertos do Universo Marvel da Netflix.
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