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Golpe Explosivo | Crítica: Longa de assalto se aproveita de bom elenco

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Um dos grandes atrativos de Golpe Explosivo(Fuze, 2025) definitivamente fica com o elenco de nomes conhecidos, eque aqui estão muito bem. De Aaron Taylor-Johnson, que conseguiu sair ileso do que Kraven poderia ter feito em sua carreira; de Theo James, que soube capitalizar com o sucesso pós The White Lotus; para Sam Worthington, que voltou a ter destaque fora do universo de Avatar e tem uma minissérie na Netflix prestes a estrear; e também para a sempre talentosa Gugu Mbatha-Raw, que tem tentado novos projetos depois de Loki.

Foto: © 2025 Anton /Sigma Films
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O diretor David Mackenzie, então, aproveita esse elenco para tirar o melhor de todos em Golpe Explosivo e sabe bem criar uma certa tensão para a premissa curiosa que o roteiro de Ben Hopkins apresenta: uma bomba da Segunda Guerra Mundial é encontrada em um bairro de Londres. Só que isso nada mais é que uma cortina de fumaça para desviar a atenção para um assalto que acontece paralelamente.

Golpe Explosivo é um tipo de filme daqueles de reviravolta, sabe? Onde as coisas nunca são o que parecem ser. E isso dá certo e funciona aqui, como falamos, por conta do elenco. Afinal, à medida que a trama se desenrola, vemos que muitos deles também não são o que parecem ser. E a narrativa expande essa premissa aparentemente simples em que Hopkins coloca esses personagens de uma forma muito interessante de se acompanhar para vermos o que vai acontecer, como vai acontecer, e se os tais bandidos vão conseguir sair livres disso e por que eles estão atrás do que eles estão atrás.

E, como citado, o elenco faz valer a pena essa trama cheia de altos e baixos que Golpe Explosivo entrega. A narrativa nunca parece perder o ritmo e acerta ao deixar o espectador vidrado para saber o que vai acontecer. Afinal, o que sabemos é que um oficial do exército (Taylor-Johnson) precisa desarmar a bomba antes que o objeto exploda e leve metade de Londres junto com ele. Só que ele também tem um passado que é apresentado aos poucos e que dá uma certa camada a mais para o personagem e para todo o momento que ele tem passado.

Nesse meio tempo, vemos também um grupo de golpistas liderado por um Theo James com um sotaque forte (o personagem é da África do Sul), em que eles precisam correr contra o tempo para invadir o perímetro formado pela polícia, não serem descobertos pelos oficiais que estão evacuando a área, e que são liderados por uma oficial (Raw) em um centro de comando que precisa lidar com a questão da bomba ao mesmo tempo que precisa monitorar as áreas ao redor que deveriam estar vazias.

Foto: Diamond Filmes

E, no meio disso tudo, ainda temos um jovem (Elham Ehsas) que vive com os pais imigrantes e mora noapartamento do lado do banco que os bandidos estão querendo invadir, que cai de paraquedas no meio disso tudo e é chamado para responder perguntas sobre o lugar. É como se Mackenzie tivesse que construir 3 ou 4 filmes dentro de um, e tudo depende dos atores e da edição para fazer tudo dar certo e estar em sincronia. O texto de Hopkins precisa, ao mesmo tempo, explicar muita coisa, de uma forma que soe visualmente fácil e, principalmente, não maçante para o público; e é curioso ver cada etapa, em cada uma das 3 frentes principais, se desenvolver, já que claramente existem milhares de possibilidades de tudo dar errado. Para todos os lados.

Enquanto a tensão aumenta, afinal, a vida de todos eles está em jogo (ou é isso que eles querem que achemos), a bomba está prestes a ser desarmada, o grupo de assaltantes vê a polícia ir ao encalço deles e precisam colocar em prova todos os planos possíveis (drone, vans disfarçadas, moças com saltos gigantes e minissaia para carregar caixas), e o longa se encaminha e para descobrirmos mais sobre o que eles estavam atrás e por que isso era tão importante.

É um filme de atmosfera, sem dúvidas. E uma que Mackenzie consegue criar de uma forma bem tensa. Não é nada muito rebuscado visualmente, mas a narrativa acerta em nos manter intrigados sobre o que está acontecendo, afinal, como falamos, existe mais coisa por trás de tudo que está acontecendo.

E quando finalmente temos a grande reviravolta (sim, a bomba explode, mas não é esse o grande twist do filme) e o filme ganha um outro ritmo, novos personagens são apresentados, o que eles buscam e quem é o bandido e quem é o vilão muda na medida que Golpe Explosivoparece colocar mais uma narrativa no meio. Uma que envolve flashbacks, o passado de personagens que se conectam, e que tira o espectador da narrativa principal atual. O que é arriscado, sem dúvida, mas, como falamos, por conta do elenco dá muito certo.

No final, Golpe Explosivo entrega um bom filme, com golpe dentro de um golpe de uma forma que, ao mesmo tempo emque tem alguma coisa a dizer, diverte e entrega um bom quebra-cabeça. É melhor que o último filme do diretor, Relay, que foi lançado no Brasil diretamente no streaming.

Nota:

Golpe Explosivo está em cartaz nos cinemas.

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