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Godzilla vs. Kong | Crítica: Briga de titãs com excelentes efeitos visuais faz desse blockbuster um filme monstruosamente divertido

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Vamos ser sinceros aqui… Para que se preocupar se teremos um filme sério, com um roteiro amarradinho, e com atuações dignas de Oscar, quando temos dois dos maiores monstros do cinema nos últimos tempos se digladiando em tela, não é mesmo? E em Godzilla vs. Kong (2021), a Warner Bros. entrega a luta do século (depois da outra luta do século em Batman vs. Superman (2016) não ter ido bem) que se garante naquilo que filmes do gênero tem para oferecer: ser um bom divertimento. E é com essa a sensação que o espectador deverá sair quando terminar de assistir o gigantesco, em todas as escalas, Godzilla vs. Kong. 

Godzilla vs. Kong – Crítica
Foto: Warner Bros. Pictures
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Confesso que cheguei super desconfiado de tudo que seria apresentado na nova etapa do Monstroverso da Warner Bros. Os outros filmes da franquia não foram meus favoritos e nunca fui muito fã do Universo que o estúdio criou para seus monstros, mas aqui, digo que Godzilla vs. Kong. consegue cumprir aquilo que se propõe: entregar um longa de proporções épicas com a luta desses dois personagens principais que literalmente saem no soco em diversas partes do filme.

Claro, Godzilla vs. Kong não é só isso, e acho que pela primeira vez num filme da franquia me importei com a história contada pelo lado dos humanos que aqui começa em três frentes e que unem em um determinado momento na história lá no final. Um ponto extremamente positivo, e acho que um dos maiores fatores que para mim o filme deu certo, foi que a trama não perde tempo em nada, afinal Godzilla vs. Kong te apresenta seus novos personagens, introduz seus mistérios (por que o Godzilla voltou a atacar depois de tanto tempo? por exemplo), e ainda corre com a história sem medo ou preocupações. E acho que isso se dá pela preocupação que a dupla Max Borenstein e Eric Pearson tem com o roteiro, que aqui é super ágil, e como eles utilizam os personagens dos monstros e dos humanos para contar essa história sobre o futuro da humanidade quando dois dos titãs começam a trocar socos por aí. 

E graças também ao time de atores escolhidos para o filme que conseguem um lugar ao sol e garantem tempos de telas preciosos mesmo ao ficarem em segundo plano segundo plano enquanto Godzilla e o Kong brigam ao longo do filme. É o caso de Alexander Skarsgård, como Dr.Nathan Lind, um professor que quer comprovar a teoria da Terra Oca, um estudo que diz que existe um ecossistema único e próprio no interior da Terra, Rebecca Hall como a Dra. Ilene Andrews uma cientista que trabalha para a Monarca e cuida do Kong após os eventos de Kong: A Ilha da Caveira (2017) junto com a filha adotiva, a nativa da ilha, a garotinha com problemas de audição Jia (Kaylee Hottle) e ainda Brian Tyree Henry como Bernie, um cara/dono de um podcast que quer desvendar a conspiração que cerca a grande empresa da vez nesse novo filme da franquia, a Apex Cybernetics que é comandada pelo empresário Walter Simons (Demián Bichir, ótimo).

Narrativamente falando, Godzilla vs. Kong segue a mesma linha narrativa de Batman vs. Superman, mas aqui faz um filme completamente mais descolado, colorido, e claro, sem a pressão que o longa de Zack Snyder tinha. Godzilla vs. Kong não tem a preocupação em ser um filme sério e isso só deixa a experiência de assistir e curtir o filme muito melhor. Com cores vibrantes que inundam a tela, principalmente quando a presença do Godzilla é notada com um azul neon, um roxo estilizado, e um vermelho gritante. Godzilla vs. Kong ganha o espectador no grito e na qualidade sonora é que incrível de se acompanhar telona (sim, eu vi o filme numa sala em IMAX).

Junto com tudo isso, os efeitos especiais que Godzilla vs. Kong apresentam são de cair o queixo de bons, desde da textura das peles dos monstrões como a textura do lagartão Godzilla, ou ainda a textura dos pelos, e trabalho de composição facial e dos olhos do macaco Kong, até as cenas de luta, seja no meio do oceano, entre navios de guerra, ou até mesmo quando eles destroem Hong Kong nos momentos finais do filme, são de impressionar.

Godzilla vs. Kong – Crítica
Foto: Warner Bros. Pictures

Visualmente falando em Godzilla vs. Kong tudo é muito bem feito e passa um sentimento de grandiosidade muito maior que os outros filmes da franquia passaram. A tecnologia de ponta utilizada no filme e ainda as decisões estéticas e visuais que o diretor Adam Wingard toma só agregaram para completar a experiência que é assistir e se divertir com o filme, onde aqui não precisamos preocupar em focar em outros detalhes, como por exemplo, como eles foram da Flórida, nos EUA, até Hong Kong do outro lado do planeta, tão rápido, ou como os personagens de Millie Bobby Brown, de volta para a franquia como Madison e a agora adolescente, o amigo Josh (Julian Dennison, hilário) e o personagem de Henry invadem e entram em tantos lugares da Apex Cybernetics com tanta facilidade, ou até mesmo a facilidade que o time montado pelo Dr. Land (Skarsgård, muito bem também) para entrar e sair da tal Terra Oca, e ainda todo a trama da personagem de Eiza González (deixando sua marca em Hollywood um grande franquia de cada vez) como Maia, a filha bad-ass do grande do vilão do filme que tem seu olho no prêmio quando decide embarcar na nave ultra moderna e que desafia as leis da gravidade e do espaço.

Em Godzilla vs. Kong você abre mão de certas coerências narrativas, e de diversas conveniências do roteiro para apenas sentar e acompanhar os dois protagonistas criados por computador tentarem destruir o mundo com uma rivalidade milenar e quem será o titã alfa no mundo. E quando uma outra variável, ainda mais mortal e perigosa, entra no meio da história, e da luta do século, e deixa o combate ainda mais monstruoso e interessante, Godzilla vs. Kong abraça seu lado completamente surreal para entregar um blockbuster de respeito e que redefine o conceito desse tipo de filme.

No final, em Godzilla vs. Kong quanto maior e megalomaníaco melhor e aqui Wingard sabe aproveitar, e bem, tudo que tem a disposição e entrega um filme de proporções gigantes, do mesmo tamanho que Kong ou do Godzilla, depende de qual é o seu favorito.

Godzilla vs. Kong chega em pré-estreias pagas nos cinemas que estiverem abertos em 29 de abril, e logo depois a Warner Bros. amplia o lançamento do filme em 06 de maio.

O Arroba Nerd viu o filme em uma sessão para jornalistas feita pela Warner Bros. que seguiu todas as regras e recomendações das equipes de segurança.

Recomendamos ao leitor, que se for encarrar a visita ao cinema, se proteger e seguir todas as recomendações de segurança contra o COVID-19 impostas pelas organizações de saúde.

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Miguel Morales

Sempre posso ser visto lá no Twitter, onde falo sobre o que acontece na TV aberta, nas séries, no cinema, e claro outras besteiras.  Segue lá: twitter.com/mpmorales

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