A ExpoCine começou hoje (15), de forma virtual, e uma frase que soou em boa parte das apresentações e do painéis dos estúdios: o acreditar na experiência nos cinemas.
A abertura começou com John Fithian, Presidente da NATO (National Association of Theatre Owners) que comentou sobre os desafios da indústria do cinema frente à pandemia.
“Em Hollywood, os estúdios estão com medo de lançar filmes nos cinemas. Temos conversado seguidamente com os estúdios sobre os adiamentos das estreias. Entendemos que tenham medo, mas precisamos sobreviver até que seja seguro uma reabertura de todos os mercados ao mesmo tempo. Não sabemos quando isso será. Verão de 2021? Verão de 2022?”
Ele completou: “Os estúdios querem que o cinema esteja lá quando acabar a pandemia. Eles lucram muito com o cinema. Tem um motivo para a Disney não divulgar os números do lançamento de Mulan no Disney+. É porque os resultados ficam aquém do que seria uma estreia nos cinemas. A Disney lucra muito com o cinema, é uma marca que nasceu no cinema.”
E a frase acima tem tudo haver com nossa matéria sobre a empresa, a pandemia, e o novo formato de lançamento dos filmes. É imprescindível, o apoio dos estúdios para os exibidores, mas ao mesmo tempo, a indústria não pode congelar e parar de uma hora para outra.
Fithian comenta sobre os faturamentos do mercado coisa que também já falamos aqui no site.
“Dos US$ 11 bilhões do ano passado, talvez a gente consiga faturar US$ 3 bilhões este ano. Talvez. Em 2021, se a pandemia estiver sob controle, vamos vender muito. E em 2022, vamos voltar a quebrar recordes. É uma possibilidade. O que precisamos responder agora é como sobrevivemos até lá.”
A ideia de voltar aos poucos a retomada dos cinemas ganhou força agora em Outubro depois que as cidades de Rio de janeiro e São Paulo, as duas principais capitais do país, retomaram suas atividades. Os principais estúdios apostaram em filmes que lá nos EUA vão sair em formato digital com um lançamento nos cinemas. É o caso da Warner Bros. com Convenção das Bruxas (lá nos EUA sai no streaming) e a Sony Pictures que lança o novo Jovens Bruxas também no cinemas nacionais.
Ambos com a mesma temática, bruxas, e uma pitada de terror e suspense, gênero que o brasileiro parece gostar. E claro, a Warner Bros. ainda lança Tenet no Brasil nas próximas semanas, e será, até o início de Dezembro o único blockbuster em cartaz no país. A Sony lança Monster Hunter no início do mês, logo depois a 20th Century lança Free Guy no dia 11 e, enfim, teremos Mulher-Maravilha 1984 no dia 25.
Denise Novais, executiva de Marketing do estúdio, garantiu que o longa sai no Brasil nos cinemas e em 2020. Com essa sequência de três grandes filmes, podemos ter um sopro de ajuda para os exibidores para salvarem o restinho de 2020. Claro, eles terão que competir com a força do streaming (no Disney+ teremos Mulan e Soul em Dezembro), da TV fechada, e claro ver se a população está preparada para cumprir as regras de proteção e cuidado contra o coronavírus para retornarem a frequentar os cinemas. E você está preparado para retornar a sala escura?
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