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Escape Room | Crítica

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As salas de Escape Room ficaram populares nos últimos anos, por efetivamente, colocar os participantes dentro do jogo (fisicamente!) e fazerem com que a experiência de participar da brincadeira, fosse a mais realista possível. Quem joga, precisa encontrar pistas e desvendar os mistérios da narrativa para sair de uma sala fechada, num determinado período de tempo. Assim, já tivemos salas com os mais diversos temas e assuntos, até que então chega aos cinemas um filme sobre o assunto. E por que não?

Escape Room Crítica | Foto: Sony Pictures
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Escape Room (2019) tem nessa premissa, até que relativamente simples, um longa que capricha no suspense, e faz um filme angustiante e tenso, mas sem deixar de ser morbidamente divertido e com passagens bem inspiradas.

A trama reúne um grupo de jovens aparentemente normais, e sem muitas características em comum entre si, onde cada um, recebe um cubo para decifrar algumas pistas, e assim, garantir um ingresso para uma sala de escape room. Temos, diversos tipos de figuras, como um executivo viciado em trabalho, uma tímida estudante e um cara que trabalha em um super-mercado, onde, aqui, parece que todos eles recebem um tipo tíquete dourado, ah lá A Fantástica Fábrica de Chocolate (1964), só que numa versão mais moderna, e claro, muito mais sombria.

O mistério e o motivo (sempre tem num filme desses!) deles estarem lá juntos, e quem são eles fica no ar, grande parte do filme, e sustenta a trama até determinado ponto. No começo do filme, vemos o foco ficar mais em no executivo Jason (Jay Ellis) e na estudante mega inteligente Zoey (Taylor Russell), mas, logo que os personagens entram no local para a ativação, eles percebem que precisam cumprir os desafios juntos para sairem (vivos!) de lá.

Então, Escape Room, vira uma corrida contra o relógio que garante passagens e momentos intensos que nos levam para um tom mega investigativo, ao vermos os personagens procurarem as pistas deixas pelo jogo. A produção, convida o espectador a jogar, é como se fosse um mix de Jogos Mortais com Black Mirror, onde acompanhamos o desenrolar das provas acontecerem de forma sagaz e bastante enigmática.

Escape Room Crítica | Foto: Sony Pictures

Assim, vemos Zoey, Jason, Amanda (Deborah Ann Woll), Ben (Logan Miller), Mike (Tyler Labine) e Danny (Nik Dodani, hilário), na tentativa de sair de lá com vida e para isso o grupo precisa desvendar as pistas, tanto de seus passados que podem ser a chance de sairem de lá, quando do jogo propriamente dito. Escape Room deverá fazer com que o espectador fique na ponta da cadeira, ao mostrar os personagens passarem de sala em sala dentro do jogo. São momentos que mostram desafios de resistência, em que o grupo precisa sobreviver ao frio extremo, ao fogo saindo da parede, ou até mesmo um bar de ponta cabeça que não tem o chão embaixo (ou seria o teto em cima?), o que dá para o diretor Adam Robitel chances de tirar boas tomadas com jogadas de câmeras inusitadas.

Assim, Escape Room, mesmo com uns problemas de ritmo, e claro, onde precisamos aceitar algumas maluquices do roteiro de Bragi F. Schut e Maria Melnik aqui e ali, entrega um script com uma história interessante, com uma trama amarrada e que, apenas, exige um pouco de atenção de quem assiste para conectar os pontos, mas que para sua proposta, entrega um filme de suspense bem decente.

Os personagens, mesmo que nada entreguem nada muito de novo para um filme do gênero, acabam por serem bem desenvolvidos, e nos fazem torcer para alguns deles. Escape Room, no final, é uma grata surpresa de início de ano, e faz uma produção imersiva e que oscila entre o macabro e o sombrio de uma forma interessante, onde é quase como se precisássemos, nós mesmos, nos juntar com os participantes para sair da sala, mesmo que sentamos confortavelmente em nossas poltronas no cinema.

Nota:

Escape Room tem previsão de estreia para 7 de Fevereiro.

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Miguel Morales

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