Bendita Cura retrata o que é ter a vida marcada pelo preconceito e os efeitos de terapias de reversão que tentam curar algo que simplesmente não é uma doença.
Desde 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se posicionou contra a homossexualidade ser considerada uma doença e passou a tratá-la uma variação natural da sexualidade humana. A partir deste entendimento, uma resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) proibiu os profissionais de aplicarem terapias para tentar alterar orientação sexual no Brasil.
Mesmo assim, a chamada “cura gay” volta e meia vem à tona por conta da ganância dos que almejam lucrar com a ignorância e o preconceito sobre a questão. Grupos conservadores desejam submeter pessoas perfeitamente saudáveis a tratamentos abusivos e, não raro, os próprios homossexuais se subordinam a métodos que beiram a tortura para corresponder às expectativas dos outros.
Por conta do teor da história, a HQ está sendo disponibilizada para leitura on-line gratuita para que sua mensagem chegue ao maior número possível de pessoas. Quem quiser pode ler no link a seguir e, se gostar, ajude a transformar a edição impressa em realidade apoiando a campanha no Catarse: https://tapas.io/series/bendita-cura.
Para ajudar na publicação da história acesse: www.catarse.me/bendita_cura_1.
Desde pequeno, Acácio do Nascimento era um garoto diferente dos demais. Preferia brincar de boneca a jogar futebol, o bambolê lhe interessava mais que carrinhos e pistolas de cowboy. Assustados com a possibilidade de seu filho ser homossexual, Mara e Galdino submetem Acácio desde os cinco anos de idade a diversos tratamentos para ele se tornar um menino normal como os outros.
Neste primeiro volume, acompanhe a infância e a adolescência de Acácio, a dificuldade de seus pais em lidar com uma questão que desprezam sem ao menos conhecer direito, as provocações de outras crianças na escola, o despertar de sua sexualidade e as cobranças para se encaixar nos padrões ditados pela maioria.
Mário César é cartunista, autor e editor de histórias em quadrinhos, além de atuar como ilustrador e designer gráfico freelancer. Já foi duas vezes vencedor do Troféu HQ Mix, a principal premiação brasileira de quadrinhos, também foi indicado à premiação nas categorias Novo Talento – Roteirista e Novo Talento – Desenhista por sua série EntreQuadros. Já publicou charges políticas no UOL Notícias, Jornalistas & Cia e atualmente as publica no site Socialista Morena (www.socialistamorena.com.br).
Foi editor e colaborador da Front e co-editor e um dos desenhistas dos álbuns Pequenos Heróis (Devir e Marsupial) e Futuros Heróis (Nova Fronteira) de Estevão Ribeiro. Além disso é desenhista de Púrpura (SESI-SP Editora), com roteiro do jornalista Pedro Cirne, e de Não existem Super-heróis na vida real (Devir), em parceria com o escritor Nick Farewell. Ciranda da Solidão (Balão Editorial) foi seu primeiro quadrinho a abordar questões LGBTQ+s e foi viabilizado via campanha de financiamento coletivo no Catarse.
Este primeiro volume de Bendita Cura terá as seguintes características:
Além disso terá como brindes:
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