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Alfa | Crítica

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Alfa (Alpha, 2018) acaba por ser um drama honesto e que se destaca por seu visual maravilhoso e efeitos especiais bem feitos. Mas o filme não chega a ser nada mais que isso, a produção narra uma história sobrevivência que acaba não entregar realmente nada de novo ou inovador.

Foto: Sony Pictures
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Com direção de Albert Hughes, o filme mostra a jornada de um rapaz que viveu em uma das Eras Glaciais do mundo aproximadamente 20.000 anos atrás e que parte numa jornada de superação e de amadurecimento para retornar para sua vila depois que sua tribo é atacada por um grupo de animais selvagens.

Assim, o jovem Keda (Kodi Smit-McPhee) tem que colocar em prática todo o conhecimento que aprendeu com seu pai, o chefe Tau (Jóhannes Haukur Jóhannesson que parece ter saído de uma versão live-action de Pocahontas) para enfrentar os desafios numa caminhada longa e difícil até sua casa. Em uma determinada parte de seu caminho ele é atacado por uma alcateia e um dos lobos acaba por ficar ferido, então Keda cuida do animal enquanto ele mesmo espera suas feridas melhorem.

O filme até acerta na construção do personagem e no seu desenvolvimento de um rapaz sem muitos talentos para um guerreiro habilidoso para o forte de Alfa são suas cenas ao ar livre.O longa tem paisagens fantásticas um visual deslumbrante, a cada cena, a cada passagem é um daqueles visuais que dá vontade de colocar como papel de parede no celular ou no computador.

Foto: Sony Pictures

Alfa faz em um de seus maiores acertos é deixar o espectador vidrado em suas passagens desde das auroras polares quanto das cenas de tempestades de neves. E com isso Hughes acerta também em cenas abertas que exploram a vastidão do mundo pouco habitado e mostra o quão pequeno o ser humano acaba por ser com um planeta com menos gente. As tomadas se contrastam entre serem grandes e amplas para mostrarem os desafios enfrentados por Keda em sua jornada e também com cenas onde o diretor usa a câmera mais fechada quando focadas na trajetória do humano e seu novo companheiro animal.

A produção não chega a ter a mesma carga dramática de O Regresso (2015), filme que deu o Oscar para Leonardo Di Caprio e não se apoia num clima um pouco mais leve e romanceado como Depois Daquela Montanha (2017), Alfa apenas faz um filme de sobrevivência sem muitas piruetas e exageros com cenas bem caprichadas, uma edição certeira onde o drama quase parece um documentário do canal Nat Geo.

Visualmente cativante, Alfa faz um filme sobre a amizade homem e animal interessante e mesmo que tenha poucas emoções acerta em contar uma história simples.

Alfa chega nos cinemas em 06 de setembro.

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Miguel Morales

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