Confira quais são os filmes concorrentes do Brasil na disputa pelas vagas da categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar

Boa parte das comissões de votantes da Academia de Cinema de diversos países já se reuniu e escolheu os filmes que vai submeter para a Academia na categoria de Melhor Filme Internacional.
O Brasil selecionou nesta semana o longa Feito Pipa e, ao longo da semana, diversos outros países também anunciaram seus escolhidos. (Leia mais aqui).
O prêmio no ano passado ficou com Valor Sentimental (Noruega, o primeiro do país) e, no ano anterior, com Ainda Estou Aqui.
Entre as principais apostas temos: A Bola Negra (Espanha), Fjord (Romênia) e Minotauro (França).
Confira quais são os filmes concorrentes do Brasil na disputa pelas vagas da categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar na nossa lista abaixo.
📌 O que você precisa saber:
- Prazo decisivo: A data limite para os países submeterem seus representantes ao Oscar de Melhor Filme Internacional é 1º de outubro.
- Caminho até a premiação: A lista de pré-selecionados (shortlist) com 15 filmes será revelada em 15 de dezembro, e os indicados oficiais saem em 21 de janeiro.
- Destaques internacionais: A disputa conta com fortes concorrentes vindos de grandes festivais, incluindo vencedores de Cannes, Veneza e Berlim.
Regras da categoria de melhor filme internacional
As campanhas para o Oscar de Melhor Filme Internacional ganham força nesses últimos dias, afinal, com o prazo final de submissão fixado para 1º de outubro todos os países precisam já ter enviado suas escolhas.
A lista de pré-selecionados (shortlist) será revelada em 15 de dezembro, contendo 15 produções internacionais que serão votadas pelos membros da Academia de todos os ramos que se comprometerem a assistir a todos os títulos da lista. Já as indicações oficiais ao Oscar serão anunciadas em 21 de janeiro.
Entre os inscritos deste ano estão produções de grande destaque no circuito de festivais, como o romeno Fjord (vencedor da Palma de Ouro em Cannes), o alemão Everytime (vencedor da mostra Un Certain Regard em Cannes) e o francês Minotauro (vencedor do Grande Prêmio de Cannes).
Além disso, uma nova regra da Academia passou a permitir que qualquer filme vencedor do prêmio principal em um dos seis maiores festivais do mundo (Cannes, Berlim, Veneza, Sundance, Busan e Toronto) seja inscrito na disputa de Melhor Filme Internacional mesmo sem o aval ou indicação do comitê de seleção de seu país de origem.
Lista de longas selecionados

- Everytime – Alemanha
Dirigido por Sandra Wollner, o filme explora o luto e as memórias de uma família sob o sol de Tenerife após a perda de uma filha. Venceu o prêmio principal da mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes. Passa ainda no TIFF (Festival de Toronto) e no NYFF (Festiva de Nova York).
- First Light – Austrália
Primeira coprodução entre Filipinas e Austrália e primeiro filme em idioma tagalo submetido pelo país, o longa de James J. Robinson segue uma freira e enfermeira que investiga a morte suspeita de um jovem trabalhador da construção civil.

- Becoming Human – Camboja
Dirigido por Polen Ly, o longa acompanha o espírito guardião de um antigo cinema prestes a ser demolido que precisa decidir entre a reencarnação ou a existência como fantasma enquanto desenvolve um laço com um homem vivo.
- The Meltdown – Chile
Dirigido por Manuela Martelli, o drama de mistério pós-ditadura se passa em uma estação de esqui nos Andes, onde uma menina de nove anos testemunha acontecimentos perturbadores que colocam sua lealdade à prova. Estreou na mostra Un Certain Regard em Cannes.

- Possible Love – Coreia do Sul
Do diretor Lee Chang-dong, o filme conta a história das vidas de dois casais que se cruzam após um funeral, examina as dinâmicas sociais, movimentos trabalhistas e fragilidades matrimoniais.
- A Bola Negra (La Bola Negra) – Espanha
Comandado por Javier Calvo e Javier Ambrossi, o filme foi a sensação de Cannes. A trama entrelaça três histórias sobre a experiência LGBTQIA+ na Espanha (em 1932, 1937 e 2017) com base em escritos de Federico García Lorca. O elenco conta com Penélope Cruz e participação de Glenn Close.
- Filipiñana – Filipinas
Com direção de Rafael Manuel e produção executiva do cineasta chinês Jia Zhangke, o longa se passa em um luxuoso resort de golfe em meio a uma forte seca, acompanhando uma jovem trabalhadora de 17 anos. Passou no Festival de Sundance, onde recebeu o Prêmio Especial do Júri na competição de cinema mundial.
- Minotauro – França

Vencedor do Grande Prêmio em Cannes, o longa do cineasta Andrey Zvyagintsev foi escolhido em uma seleção francesa que novamente foi disputada.
O longa se passa na Rússia em 2022. Quando Gleb, um diretor de empresa bem-sucedido, se vê sitiado por pressões corporativas crescentes e por um mundo cada vez mais instável, o colapso de sua vida cuidadosamente organizada acelera rumo à violência.
- Silent Friend – Hungria
Comandado por Ildikó Enyedi e estrelado por Tony Leung Chiu-Wai e Léa Seydoux, o filme é uma exploração poética sobre as relações entre humanos, plantas e o tempo. Recebeu seis prêmios no Festival de Veneza.
- Gondhal – Índia
Dirigido por Santosh Davakhar e falado em idioma marata, o drama retrata uma única noite na zona rural de Maharashtra, onde um ritual tradicional de casamento traz à tona velhos costumes, desejos ocultos e fragilidades de um casal recém-casado. O longa acumula prêmios de direção e fotografia no circuito asiático de festivais.
- Four Seasons in Java – Indonésia
Dirigido por Kamila Andini, o longa mistura drama psicológico, realismo mágico e ficção científica ao seguir Pertiwi, uma ex-presidiária que retorna à sua cidade natal e precisa encarar traumas do passado em meio à divisão social. Estreou no Festival de Toronto e segue forte na temporada de festivais.
- Não Há Paraíso se Você for Morto por uma Mulher (No Paradise if You Are Killed By a Woman) – Iraque
Dirigido por Halkawt Mustafa, este suspense com estilo hollywoodiano acompanha uma atiradora de elite curda que retorna às ruínas de Mosul para resgatar sua irmã mais nova mantida presa pelo ISIS. Gravado nas próprias ruas da cidade iraquiana, o filme estreou fora de competição no Festival de Veneza.
- Aontas – Irlanda
Falado em língua irlandesa e directed por Damian McCann, este suspense de assalto narrado em cronologia reversa acompanha três ladrões improváveis após um roubo a banco que dá errado em uma zona rural, revelando os dilemas da líder do grupo.
- Tell Me Everything – Israel
Vencedor do Prêmio Ophir de Melhor Filme, o longa de Moshe Rosenthal se passa nos anos 1980, durante o início da epidemia de HIV. A história aborda o descobrimento de um segredo devastador por um garoto de 12 anos e o impacto dessa revelação na relação com seu pai ao longo dos anos.
- All of a Sudden – Japão

Co-produção entre França e Japão dirigida por Ryusuke Hamaguchi (Drive My Car), o filme gravado em Paris aborda o encontro entre a gestora de um asilo focado no cuidado humanizado e uma diretora de teatro japonesa em tratamento contra o câncer.
- Como Se Divorciar Durante a Guerra (How to Divorce During the War) – Lituânia
Dirigido por Andrius Blaževičius, o longa acompanha uma executiva que decide pedir o divórcio ao marido exatamente um dia antes do início da invasão da Ucrânia pela Rússia, tendo que lidar com a separação em meio ao caos da crise de refugiados. Venceu o prêmio de direção na competição internacional de Sundance.
- Strawberries – Marrocos
Dirigido por Laila Marrakchi, o filme é baseado na história real de trabalhadoras sazonais marroquinas colhedoras de morango no sul da Espanha que decidem enfrentar patrões abusivos. Exibido na mostra Un Certain Regard em Cannes.
- Elephants in the Fog– Nepal
Estreia do diretor Abinash Bikram Shah, o filme foca em uma comunidade Kinnar em uma vila nepalesa lutando por proteção. Venceu o Prêmio do Júri na mostra Un Certain Regard em Cannes.
- A Terra do Meu Pai (Fatherland) – Polônia
Dirigido por Paweł Pawlikowski e estrelado por Sandra Hüller, o drama em preto e branco se passa em 1949 e acompanha o escritor alemão Thomas Mann e sua filha Erika em uma viagem pela Alemanha do pós-guerra. O longa rendeu a Pawlikowski o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes.

- Fjord – Romênia
Escrito e dirigido por Cristian Mungiu e estrelado por Sebastian Stan e Renate Reinsve, o longa foi o grande vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, além de conquistar os prêmios da FIPRESCI e do Júri Ecumênico.
Acompanha uma família romeno-norueguesa ultraconservadora e religiosa que se muda para uma vila isolada na Noruega
- We Are All Strangers – Singapura
Escrito e dirigido por Anthony Chen, o drama familiar ambientado na Singapura contemporânea fecha a trilogia do diretor iniciada com Ilo Ilo (2013) e Wet Season (2019). Foi o primeiro filme de Singapura a competir na seleção principal do Festival de Berlim.
- Who is Still Alive – Suíça
Documentário directed por Nicolas Wadimoff que dá voz a nove sobreviventes e refugiados da crise humanitária e da guerra em Gaza, explorando a perda do lar e do pertencimento. Estreou no Festival de Veneza.
- Like a Limbless Tree – Turquia
Dirigido por Tunç Davut, o drama social acompanha um engenheiro aposentado com uma doença terminal que se vê responsável pelos dois filhos de sua cuidadora síria após o desaparecimento repentino dela.












