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Como Ladrões é o filme mais diferente que Darren Aronofsky já fez? Diretor responde.

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Darren Aronofsky é um diretor conhecido por seus projetos sempre serem divisivos e causarem um certo tipo de reação do público: seja positiva ou negativa.

Mas com Ladrões, o diretor meio que se molda para um padrão esperado em Hollywood e para os filmes de gênero. O que é uma coisa em si já bastante divisiva. Em um evento realizado no México para divulgar o longa, e que o ArrobaNerd, compareceu de forma virtual, vimos Aronofsky falar sobre o que os fãs podem esperar desse novo filme e o processo do diretor de trabalho e tudo mais.

Todo filme tem seu próprio vocabulário, sua gramática própria, e sua linguagem. E como diretor é importante para nós descobrimos isso. Como a câmera vai se movimentar, como ela vai ser trabalhada. O senso de como o filme vai ser editado.” comenta ele.

E com Ladrões o que mais empolgou o diretor foi que sim, é um filme de gênero.

Foto por Courtesy of Sony Pictures – © Sony Pictures
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Na trama é 1998, e estamos em Nova York, onde Austin Butler (Elvis, Duna: Parte 2) interpreta Hank Thompson um cara que se esforça ao máximo para evitar confusão, mas não está fazendo um bom trabalho. Ele já foi um promissor jogador de futebol americano no ensino médio, mas sua carreira esportiva não deu certo.

Mas quando o vizinho punk rock de Hank chamado Russ (Matt Smith, A Casa do Dragão) pede que ele cuide de seu gato de estimação enquanto ele estiver fora, as coisas vão se complicar. Afinal, mais tarde, dois bandidos pegam Hank saindo do apartamento de Russ e confundem o cuidador de animais com o roqueiro punk, que eles acreditam saber o paradeiro de US$ 4 milhões em dinheiro que foi lavado para a máfia.

O que foi empolgante [com Ladrões] foi pegarmos um filme de gênero, um tipo de crime crusader [aquele tipo de filme onde o protagonista embarca numa missão de resolver um crime ele mesmo e garantir justiça] bem restrito. E com meus filmes anteriores eu estava meio que misturando gêneros… de certa forma Pi (1998) não era um só um filme de ficção científica, mas era um pouco, Réquiem para um Sonho (2000) talvez fosse um filme sobre drogas, talvez um filme de terror, já Fonte da Vida (2006) não era bem uma ficção científica, O Lutador (2008)… bem eu diria que o O Lutador é um filme sobre esportes, mas a ESPN não aceitaria como um filme de esportes e não me deram um prêmio por isso. O que é chato! [risos].

E Cisne Negro (2010) não é só um filme de terror ou de dança. Eu sempre quis brincar com os gêneros. Mas com esse filme, eu quis fazer esse tipo de filme sobre um crime, eu estava muito curioso, em junto com meu time, que eu trabalho há anos, em fazermos um filme muito restrito sobre crimes. E foi muito divertido. Só de trazer todo tipo de coisa nova para trazermos para a vida.

Aronofsky completa: “Esse filme tem mais piadas nos primeiros 10 minutos do que todos os meus outros filmes juntos!”

Foto por Courtesy of Sony Pictures – © Sony Pictures

Sobre os desafios de lançar um novo filme, de escrever, dirigir e editar, Aronofsky comenta também qual parte do processo é a mais difícil para ele. “Fazer e gravar o filme no set é a coisas mais difícil. Por que se você errar alguma coisa enquanto está gravando alguma coisa, causa muito problemas. Já o processo de escrever o roteiro já tem mais tempo até acertar. É também muito difícil, mas você tem muito mais tempo para fazer isso. Já o processo de edição é provavelmente o mais fácil e também o mais empolgante. É meio doloroso, às vezes, mas não sai tão caro, você pode experimentar mais e ter um tempo seu [com o filme]. “

Eu tento fazer com que todos os meus filmes sejam divertidos, para que o público nunca fique entediado, mas no geral podem ser mais emocionantes de assistir e prenderem a atenção. Tem a ver com o ritmo, edição e roteiro. (…) Então, por umas duas horas, eu só queria que as pessoas simplesmente… pudessem esquecer do que está acontecendo no mundo e de em vidas e pudessem assistir um filme.” finaliza ele.

Aronofsky dirige o filme com roteiro adaptado de Charlie Huston.

No elenco temos ainda os atores Regina King, o cantor Bad Bunny, Nikita Kukushkin, Yuri Kolokolnikov e também Liev Schreiber e Vincent D’Onofrio.

Ladrões chega em 28 de agosto nos cinemas.

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Miguel Morales

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