O Jogo do Predador | Crítica: Charlize Theron e Taron Egerton em frenético filme de ação

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Com O Jogo do Predador (Apex, 2026), o diretor islandês Baltasar Kormákur apenas comprova que seu talento é mesmo filmar na natureza, para fazer com que os cenários abertos sejam um dos perigos que os personagens enfrentam, mas, mais uma vez, mostra que o ser humano pode ser uma ameaça muito maior do que a Mãe Natureza.

Foi assim com A Fera (2022) e é assim aqui, no novo longa de ação da Netflix, com Charlize Theron e Taron Egerton. O Jogo do Predador coloca uma mulher em luto, viciada em adrenalina, e um cara que não bate bem das ideias em um jogo de gato e rato mortal, brutal e que realmente entrega um filme bastante frenético de se assistir.

Charlize Theron as Sasha in APEX. Foto: Cr. Kane Skennar/Netflix © 2026
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São meia hora de desenvolvimento de personagem e o resto de perseguição adoidado, onde somos convidados para ver quem é o mais esperto entre esses dois personagens, e ver que vai conseguir se virar melhor bem no meio de uma floresta australiana cercada de rios selvagens, mata densa e altas montanhas. 

Em O Jogo do Predador, é Charlize Theron vs Taron Egerton e, particularmente, fiquei do lado da briga. Quando Sasha (Theron) chega a uma cidade do interior da Austrália para fazer uma trilha em uma reserva florestal, O Jogo do Predador mostra que o local não é um dos mais fáceis, seja pelo desafio da região, ou até mesmo pela população local que não é das mais amigáveis. E nem quando ela cruza caminho com o simpático Ben (Egerton), enquanto abastece sua van, ele parece conseguir fazer com que ela abaixe a guarda.

No meio desse ambiente hostil, essa mulher em luto parte para uma nova aventura radical cheia de escaladas, canoagem e momentos contemplativos no meio do nada. Mas a situação muda quando seus pertences somem e ela cruza o caminho novamente com o simpático moço no posto. E que começa a se revelar não ter sido apenas uma coincidência. 

Como falei, Kormákur usa a natureza em O Jogo do Predador tanto como uma ameaça quanto um aliado para esses personagens. Principalmente quando Ben começa a caçar Sasha pela região. E O Jogo do Predador realmente ganha um ritmo alucinante na medida em que vemos os dois personagens em disputa para ver quem vai sair vivo dessa perseguição.

Taron Egerton as Ben in APEX. Foto: Cr: Kane Skennar/Netflix © 2026

São cenas bastante impressionantes que exigem muito fisicamente dos atores. Theron mete um shape mais uma vez (lembram dela em Atômica em The Old Guard também da Netflix?), está muito bem e consegue dar uma complexidade para a personagem muito maior do que o roteiro lhe dá. Mas é Egerton que realmente chama atenção e nem tô falando da cena em que ele aparece sem roupa nenhuma com um físico bem mais enxuto do que vimos em outros papéis. Já tínhamos visto o ator sair da zona de conforto em Black Bird, mas aqui em O Jogo do Predador, Egerton entrega uma atuação primal, animalesca e realmente é muito interessante ver a forma como ele trabalha em mostrar o simpático Ben se transformar na figura do implacável de um serial killer que caça suas vítimas pela floresta.

E Kormákur usa Theron e Egerton da melhor forma possível. Afinal, o filme é boa parte só os dois na mata explorando a relação de poder entre Sasha e Ben e a forma como cada um domina o outro em determinado momento. Seja quando temos Egerton desaparecer no escuro como um leão vendo seu jantar ou Theron nadar sorrateiramente na água como um jacaré em busca da sua presa, O Jogo do Predador faz essa perseguição alucinante entre esses dois personagens enquanto mostra também as complexas questões que envolvem o motivo de eles estarem naquela região remota.

No final, O Jogo do Predador faz um sólido filme de streaming e isso tudo se dá muito por conta de termos Theron e Egerton nos papéis principais e que dão conta do recado e sustentam essa história maluca e que faz você ficar curioso para saber como eles vão se safar dessa. Realmente, os dois mostram que vieram e seguram as pontas aqui. 

E isso mostra também que a mudança estrutural na divisão de filmes da plataforma, com um novo chefão no comando já há algum tempo, tem tido efeito. Afinal, o line-up de filmes da Netflix tem seguido a linha de grandes nomes estrelando projetos que realmente são bons, em vez de ter vários filmes meia-boca a cada semana. E O Jogo do Predador é mais uma etapa nesse jogo de xadrez a longo prazo da Netflix na divisão de filmes e que ela tem ganhado em relação os concorrentes.

Nota:

O Jogo do Predador está disponível na Netflix.

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Miguel Morales

Sempre posso ser visto lá no Twitter, onde falo sobre o que acontece na TV aberta, nas séries, no cinema, e claro outras besteiras.  Segue lá: twitter.com/mpmorales

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