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A Morte do Demônio: Em Chamas | Crítica: Ou um estudo de como usar um objeto diferente como arma letal

Realmente, a franquia A Morte do Demônio é uma que tem surpreendido ao longo dos anos e não por nada tem sido comandada por diretores promissores dessa nova safra do terror, como Fede Álvarez e Lee Cronin. Com A Morte do Demônio: A Ascensão, lançado lá em 2023 e que foi dirigido por Cronin, a franquia foi colocada em um novo patamar de violência, sem dúvidas, mas, ao meu ver, é aqui, com A Morte do Demônio: Em Chamas (Evil Dead Burn, 2026), que as coisas atingiram um ponto de ebulição, por assim dizer.

Afinal, o que o diretor Sébastien Vaniček entrega aqui com esse novo capítulo nada mais é que um desfile de gore, com situações extremamente violentas e sangrentas que realmente são impactantes de assistir e que definitivamente vão ser capazes de arrancar diversos “Ah, não!” da audiência, que deverá desviar o olhar de muitas delas.

Resumo:

    O que o diretor  Sébastien Vaniček entrega aqui com esse novo capítulo de A Morte do Demônio nada mais é que um desfile de gore, situações extremamente violentas e sangrentas que realmente são impactantes de assistir.

Hunter Doohan em cena de A Morte do Demônio: Em Chamas. Foto: Courtesy of New Line/Scream Gems. All Rights Reseved.
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Em A Morte do Demônio: Em Chamas, Vaniček faz, a cada 5, 10 minutos, uma cena ainda mais pesada e totalmente gráfica do que a anterior, à medida que apresenta um novo demônio para a franquia, um que tem como poder o uso de fogo e de temperaturas altas para brincar com suas vítimas.

Vaniček apela para o desconforto, uma marca bem característica da franquia, inclusive, para impactar. O diretor tem boas sacadas no uso da câmera, onde realmente acerta em sequências que nos ajudam a ficar imersos no filme. Por exemplo, lá para o final, entrega um mini plano-sequência onde uma das personagens precisa fugir do caos generalizado que se forma no antigo casarão onde a trama se passa, e vemos a câmera seguir a tal personagem (sem spoilers aqui) sem parar pelos cômodos da casa enquanto ela foge dos parentes já infectados pelo demônio do fogo.

E, em A Morte do Demônio: Em Chamas, é curiosa ver a forma como o filme usa, apresenta e mostra que existem diversas formas e objetos para matar alguém. De bancos de carros a lavadoras de loucas, passando por canetas e até mesmo dentaduras (sim!), A Morte do Demônio: Em Chamasdá uma de Premonição e transforma tudo ao redor de uma família em luto em potenciais formas de eles matarem e serem mortos ao serem possuídos pela tal entidade que é apresentada aqui.

E o filme tem diversas cenas extremamente marcantes e chocantes, as quais realmente são bastante aflitivas de se assistir. E, meio que são elas que guiam a trama para frente, de certa forma, já que o roteiro (também de Vanicek e de Florent Bernard) em si não é o mais elaborado. E também não é que os atores aqui não sejam bons, mas eles não são nomes conhecidos do público, o que fica bem evidente que pode ser uma coisa que não vai chamar atenção do público.

Talvez, Hunter Doohan seja o mais lembrado pela participação em Wandinha, onde ele aqui em A Morte do Demônio: Em Chamas ele interpreta Joe, um personagem com conexões com a mitologia da franquia (o livro dos mortos, a adaga salvadora e etc.), mas, mesmo assim, nenhum deles realmente se destaca ou entrega alguma coisa memorável. O destaque fica com Souheila Yacoub, que interpreta Alice, uma personagem que é trabalhada e apresentada para ser a clássica final girl de filmes de terror e realmente consegue entregar o que é esperado, sem dúvidas, para um filme do gênero.

Afinal, a trama que cerca a personagem gira em torno da personagem, uma garota francesa de luto pela morte do noivo esquentadinho Will (George Pullar), que retorna para visitar a família (americana, claro) dele no interior e precisa lidar com todos os parentes que ainda sofrem com a morte do rapaz. Mas, quando a tal entidade começa a se alimentar da dor dessas pessoas, a situação em A Morte do Demônio: Em Chamas apenas escalona e pega fogo aos poucos.

E tudo é bem convidativo para embarcarmos nessa doideira: a combinação da trilha sonora com efeitos especiais que realmente chamam a atenção (pelo menos em uma das cenas lá no final, quando um personagem está com o corpo todo em chamas).

Foto: Courtesy of New Line/Scream Gems. All Rights Reseved.

O filme não perde o ritmo de maneira nenhuma e vai galopando a largos passos pelo caos, pelas cabeças explodindo e pelo sangue, à medida que, um a um, os personagens que estão reunidos no casarão no meio do nada começam a ser infectados, deixando o longa cada vez mais nojento e repulsivo. Pegou classificação 18 anos no Brasil, inclusive.

Do pai (Erroll Shand), que entrega aqui as cenas mais pesadas do filme e que envolvem um cachorro, passando pela mãe (Tandi Wright), que quer reunir a família novamente, até a avó (Maude Davey), que a narrativa fica batendo na mesma teclae que até serve como um certo alívio cômico para o filme, seja pela implicância com a esposa do neto ou até mesmo pela cadeira elétrica que a movimenta (lentamente) para o andar de baixo e para o de cima. Todos eles têm momentos em que vemos seus relacionamentos serem expostos e usados como catalisadores para as cenas de morte que o longa oferece. E, claro, para vermos qual vai ser o objeto da vez na matança por cada um deles.

No final, A Morte do Demônio: Em Chamas se mostra mais uma entrada sólida na franquia, mais um capítulo que utiliza bem o horror para fazer contraponto com os terrores humanos que algumas das pessoas vivem no dia a dia, e que acerta ao conseguir mesclar tudo isso com a mitologia de A Morte do Demônio e o livro dos mortos.

A Morte do Demônio: Em Chamas tem 2 cenas pós-créditos.

Nota:

A Morte do Demônio: Em Chamas chega nos cinemas em 09 de julho.

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