Antes de mais nada, vou dizer, eu amei como traduziram o título GOAT (2026), a nova animação da Sony Animation, aqui no Brasil: Um Cabra Bom De Bola. Sensacional, e por tanto, já aviso em seguida que vou me segurar ao máximo para não fazer muitas piadinhas iguais nesse texto. Mas saibam que eu amei e que tenho muitas delas em mente.
Já que de certa forma esse é o espírito que o longa tem. Afinal, Um Cabra Bom De Bola pode até ter uma história batidinha (uma bola que bate na trave, quica no aro e sai) e entrega um coming of age que faz ali o arroz com feijão de sempre, mas acerta (e faz 3 pontos) com a animação que é o que a Sony Animation vem por trabalhar desde que Homem-Aranha no Aranhaverso ganhou o Oscar de Melhor Animação já alguns anos e levou uma mudança na indústria de maneira geral.
É tudo muito bonito de se ver, o filme é caprichadíssimo, colorido, vívido, os personagens se movem com uma naturalidade e tudo parece uma grande aquarela que se expande na telona. É realmente um visual primoroso de se assistir. E tudo isso, somado com a dublagem brasileira que realmente está ótima e coloca um tempero especial para o longa e para essa história. Em Um Cabra Bom De Bola, acompanhamos uma pequena cabra chamada Zeca Britto (voz de Rafael Sadovski na versão dublada) que tem um sonho de jogar num time de berrobol (a versão de basquete desse mundo só que mais rápida, mais feroz e extremamente mais competitiva) que é dominada por animais de grande porte e liderado por uma pantera negra chamada Jade (voz de Priscila Amorim na versão dublada), a craque do jogo que há anos é referência no esporte.
E Um Cabra Bom De Bola é realmente a história de uma cabra, boa de bola. Não tem nada mais do que isso, o roteiro de Aaron Buchsbaum e Teddy Riley não foge de entregar uma história de amadurecimento daquelas tradicionais, com arcos que levam a narrativa do ponto A, passando pelo obstáculo, e depois para o ponto B. Mas como falamos, a forma como Tyree Dillihay, e o co-diretor Adam Rosette, fazem para mostrar a introdução desse mundo, dessa cidade que animais vivem, falam, e agem como humanos, ah lá Zootopia, é tão bacana, tão convidativa, que é impossível não se apaixonar por tudo que é apresentado aqui.
E também pela figura do Zeca Britto, que faz um dos personagens mais legais que vão passar na telona em 2026. Afinal, Um Cabra Bom De Bola te faz torcer para o cabritinho desde do começo, te aguça a curiosidade em querer ver como ele vai conseguir conquistar seus sonhos e deixar de ser apenas um entregador de comida de um restaurante local para ser um grande astro do berrobol.
Ao mesmo tempo que a trama na animação é aquela já batida, a mensagem não se sobrepõe na narrativa, afinal, a história se desenrola de uma forma bastante orgânica. Claro, sabemos onde todas as viradas do roteiro vão estar, as dificuldades que não só Zeca Britto vai passar quando enfim é recrutado pela javali de unhas pintadas e bem feitas chamada Flo, que é a dona do time dos Espinhosos, e que vê em trazer a cabra uma oportunidade de movimentar o campeonato, trazer publicidade, e quem sabe, enfim, ganhar o campeonato depois de anos.
Assim, Zeca Britto (e nós, os espectadores) somos apresentados para os outros jogadores desse time que não batem bem da cabeça. Como a avestruz com problemas de autoestima chamada Olívia que vive por enterrar a cabeça no chão e não a bola na cestinha, para um lagarto/dragão de komodo doidão chamado Modo, que tem um estilo peculiar de jogar, uma girafa chamada Lenny, um rinoceronte pai de família chamado Archie com duas filhotes diabólicas, e também para o treinador pau mandado de Jade, Dennis.
Enquanto Um Cabra Bom De Bola segue a cartilha de Ted Lasso, em que eles só são bons como um time, e precisam descobrir formas de trabalharem juntos para tentarem ganhar o campeonato de berrobol pela primeira vez em anos, a narrativa apresenta as dificuldades que não só Zeca Britto vai enfrentar como a figura também do vilão, o líder do time rival, o cavalo meio cantor de hip hop chamado Mane Attraction.
É como se tivéssemos em um Space Jam, sem os personagens icônicos como Pernalonga, Patolino e etc. Afinal, vemos os jogos desenrolarem a forma como o time se entrosa, e cada uma das quadras tem um obstáculo a mais diferente, uns são no gelo, outros numa floresta, outros cheio de lavas, e também ver como eles vão descobrir como trabalhar juntos. É muito bacana vermos esse novo mundo que Zeca Brito é introduzido pelos olhos do personagem, afinal, tudo é novo e nem tudo é o que parece ser.
Enquanto Zeca Brito aprende a se virar na liga dos grandões, a cabrinha também ensina a panterona Jade a recuperar o brilho nos olhos e a achar novamente o grito da pantera que ficou escondido depois de anos e jogos perdidos. E não só ela, mas todos do time de certa forma. É o famoso “unidos venceremos”.
Enquanto a narrativa nos dá diversos jogos para vermos a ação, e a bola correr solta em quadra, o longa mescla a trama com conversas motivacionais, profundas e que desenvolvem mais esses personagens e mostram como eles podem ser um bom time se cada um apostar no que sabe fazer de melhor. Na medida que a final do campeonato chega as coisas se tornam muito mais reais para esses personagens e Um Cabra Bom De Bola parte para o tudo ou nada para eles.
Os minutos finais fizeram as crianças na sessão antecipada que eu estava vibrarem como se estivessem mesmo em quadra acompanhando o jogo de verdade, e talvez, isso é que faça Um Cabra Bom De Bola ser um filme perfeito para os pequenos. Afinal, a animação é de impressionar, tem piadas feitas para esse público, e tudo parece correr num ritmo bem ágil para prender atenção dos jovens. E se a ideia era agradar também fãs de basquete, Um Cabra Bom De Bola também acerta essa bola.
Um Cabra Bom De Bola chega nos cinemas nacionais em 12 de fevereiro.
Confira nossa entrevista com os dubladores d Cara de Um, Focinho de Outro.
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