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Toc Toc Toc – Ecos do Além | Crítica: Suspense agrada e aterroriza por reviravoltas e elenco conhecido


O terror ultimamente tem dado o que falar nos cinemas. E a aposta dos estúdios tem sido cada vez maior, afinal, em sua grande maioria, são produções de baixo orçamento e que levam bastante gente às salas de cinema. E principalmente nesse retorno pós-pandêmico, onde a experiência do coletivo é um dos fatores que também atraem o público, Toc Toc Toc – Ecos do Além (Cobweb, 2023) não faz diferente.

A trama relativamente simples, em sua concepção inicial, mas que escalona de uma forma muito interessante por conta de reviravoltas, e pelo elenco de nomes conhecidos do público, principalmente dos seriados, ajudam a responder: vale a pena bater nessa porta? Claro, particularmente considero Toc Toc Toc – Ecos do Além um dos mais surpreendentes do gênero no ano.

Woody Norman em cena de Toc Toc Toc – Ecos do Além.
Foto: Vlad Cioplea/Courtesy of Lionsgate. Paris Filmes.
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Afinal, tem tudo que faz um filme de terror e suspense ser bom. Tem uma ambientação sombria convidativa, uma história intrigante, e aqui, tudo isso fica melhor com a presença de Anthony Starr (da série The Boys) e Lizzy Caplan (vista ultimamente nas séries Misery e Atração Fatal) que fazem, o que tem feito de melhor em outros projetos ao longo dos anos, personagens com carinha de bonzinhos, mas que são bem doidos.

E com Toc Toc – Ecos do Além, tudo é feito para desviar nossa atenção do que realmente está por acontecer, afinal, quando conhecemos o jovem Peter (Woody Norman) ele é aparentemente um adolescente normal, mesmo que tímido, e que vive com os pais Mark (Starr) e Carol (Caplan) em uma casa nos confins de uma cidadezinha. 

É época de Halloween, então o local está pronto para comemorar o evento, mas Peter não parece muito empolgado, afinal, não tem muitos amigos e vive por sofrer bullying no colégio. As coisas pioram quando ele começa a ouvir barulhos vindo da parede de casa.

Assim, Toc Toc Toc – Ecos do Além apresenta toda essa história, e brinca com esses questionamentos, na medida que o jovem expõe a situação para os pais e eles não acreditam no filho. Mas as vozes parecem serem tão reais e o longa vai por instigar o espectador sobre o que realmente acontece quando todo mundo vai dormir e Peter fica acordado no escuro. O que claro gera um tipo de conflito e tensão entre o garoto e os pais que passam a entregar momentos cada vez mais sombrios ao longo do filme

A iconografia, o uso das sombras com a luz, e basicamente todo o trabalho visual que o diretor Samuel Bodin (da série da Netflix Marianne) usa aqui, dá indícios do que realmente vamos testemunhar na história do longa mais para frente.

São pequenas dicas, quase easter-eggs que são apresentados e que se conectam com a trama e com os eventos amalucados que o longa se encaminha na medida que Peter começa a se rebelar contra os pais. E não só o casal fica de olho na mudança do garoto, mas a professora substituta Srta. Devine (Cleopatra Coleman) também. 

Lizzy Caplan em cena de Toc Toc Toc – Ecos do Além.
Foto: Vlad Cioplea/Courtesy of Lionsgate. Paris Filmes.

Na medida que o longa apresenta também um certo mistério que ronda a vizinhança alguns anos antes sobre o desaparecimento de uma jovem, Toc Toc Toc – Ecos do Além vai por costurar os detalhes dessa trama na medida que o Dia das Bruxas se aproxima para esses personagens.

E o que temos aqui são momentos extremamente empolgantes e interessantes narrativamente falando de se assistir. Sem spoilers, mas ao concentrar muito dos eventos finais dentro da casa que Peter e os pais moram, deixa Toc Toc Toc – Ecos do Além, muito mais ameaçador para o jovem e intenso para o espectador assistir. É como se tivéssemos uma mistura de Noites Brutais (2022) com Esqueceram de Mim (1990). Se você ver vai entender a conexão.

Starr e Caplan realmente elevam o longa como esses pais que realmente entraram para o rol de pais superprotetores que não batem bem e deixam o longa com uma camada ainda mais interessante, mesmo que no final, eles não sejam exatamente os vilões do filme.

Toc Toc Toc – Ecos do Além empolga por conta da forma como uma pequena batida na parede pode virar os eventos assustadores do longa que capricha na imprevisibilidade e nas cenas mais gore e olha que o filme tem algumas bem pesadas.

E, no final, realmente entrega uma das grandes surpresas do gênero no ano.

Nota:

Onde assistir Toc Toc Toc – Ecos do Além?

Toc Toc Toc – Ecos do Além está em cartaz nos cinemas nacionais.

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Miguel Morales

Sempre posso ser visto lá no Twitter, onde falo sobre o que acontece na TV aberta, nas séries, no cinema, e claro outras besteiras.  Segue lá: twitter.com/mpmorales

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