The Handmaid’s Tale continua sua 2ª temporada com mais um episódio forte e testemunhamos um viés novo na jornada da tomada de poder da Gilead, o que aconteceu com os homossexuais? Mesmo com a temática forte, infelizmente houve um deslize que poderia ter sido facilmente evitado. Vamos ver o que aconteceu em Unwomen (Não-Mulheres). Praise be! (Louvado seja!)
Enquanto continuamos a acompanhar a fuga de June, finalmente descobrimos o que aconteceu com Emily após ser pega pelos Olhos. Senti falta do casal Waterford, mas entendo que, devido a temporada ser maior, é necessário espaçar mais as informações, mas parece que tudo que vemos está acontecendo ao mesmo tempo, certamente a fuga de uma handmaid grávida repercutiria na percepção do casal pelo governo.
June é realocada para o que descobre ser o prédio abandonado do jornal The Boston Globe. Por ser um órgão independente de imprensa, são considerados inimigos do governo e não é de se estranhar que também tenham sido executados pela Gilead. Ao mesmo tempo em que foi utilizada como matadouro, é um ótimo esconderijo. Esses momentos em que testemunhamos os resultados da tomada de poder são importantes para tirar a sensação sanitária que as casas dos Comandantes podem deixar.
O comportamento de June me estranha um pouco, não pela rebeldia, mas pela súbita falta de autopreservação. Querer seguir com uma fuga desesperada sem planejamento ou cuidado não é compatível com a mulher que conseguiu sobreviver vários meses de cerimônias, ainda mais agora que está grávida de uma pessoa que realmente gosta. Ficou a impressão de barriga para alongar o episódio.
Precisamos falar sobre a cena de sexo. Além de ser muito longa e desnecessária para o decorrer da trama, o foco no corpo de June faz cair por terra tudo que foi construído até o momento. É até estranho, pois a linda cena de amor do episódio 5 da 1ª temporada foi dirigida pela mesma pessoa. Espero que não seja uma tendência em episódios futuros, pois essa jamais pode ser uma série sensual.
O final do arco de June, ao mesmo tempo em que é muito emocionante, parece muito confuso. Ela esta assistindo um episódio de Friends onde Mônica descreve como Chandler deve fazer sua namorada ter um orgasmo maravilhoso, e isso a faz querer preparar um memorial para aqueles que morreram no jornal? Não faz muito sentido. Eu preferiria que toda a parte de June não estivesse nesse episódio, pois diminuiu um pouco a profundidade do arco da Emily.
Testemunhamos o passado de Emily e agora é possível entender não apenas sua rebeldia, mas como a incapacidade de aceitar seu novo destino sem lutar. A conversa com Dan é muito interessante. Ambos são homossexuais e sabem que são perseguidos normalmente, a diferença é que Dan faz parte de uma geração anterior que teve que lutar pelos direitos que Emily já nasceu conhecendo e, portanto, tem medo de que o passado se repita.
A execução de Dan é importante, pois é uma das primeiras execuções públicas que a Gilead fez. Até o momento, a população ainda não havia percebido a gravidade de viver sob o novo governo. Muitas pessoas dizem que a revolução não será televisionada e aqui vemos como é realidade. Enquanto a população esperava para avaliar como seriam suas novas realidades, tiveram todos seus direito removidos sem perceberem.
É durante a tentativa de fuga frustrada que Emily finalmente percebe que tudo que havia construído em sua vida foi tomado pela Gilead. O que mais gostei foi como a série mostrou o oficial da ICE se preocupando apenas em assegurar o cumprimento da lei. No momento atual dos Estados Unidos, onde situações similares estão acontecendo com pessoas sem documentação válida, é importante percebermos que, se não lutarmos pelo que acreditamos agora, o massacre será inevitável.
O arco da Sra. O’Conner me impactou bastante. Aqui vemos como ninguém está protegido de punições pela Gilead, nem mesmo alguém de alto escalão. É claro que o fato de ser uma mulher seguramente garantiu que recebesse uma punição mais severa. Interessante como seguiu com sua crença mesmo estando em situação tão adversa. Chega até ser infantil como ainda acreditava que seria salva pois cometeu seu pecado por amor.
O modo como Emily tenta cuidar de suas companheiras é muito bonito. Na primeira temporada vemos apenas uma mulher destruída e seu lado rebelde. É importante vermos que é uma personagem tridimensional, demonstrando compaixão pela dor de suas iguais e fazendo de tudo para que tenham um mínimo de conforto. É o lado mãe que teve de abandonar após se despedir da esposa e filho no aeroporto.
Desenvolveram muito bem a relação entre Emily e a Sra. O’Conner, desde a confissão do motivo de sua sentença até seu desfecho final. Enquanto Serena Joy parece ter mais consciência da realidade do governo da Gilead, Sra. O’Conner é praticante dos conhecimentos mas também é egoísta, não sendo contra o programa das Handmaids, mas não concordando com o que fizeram com mulheres com formação superior, apenas porque também era formada. Após tanta empatia, foi bom revermos o lado vingativo de Emily.
A ultima descoberta do episódio foi à chegada de Janine à Colônia. Emily não está mais sozinha. Será que, com uma companheira, conseguirão fugir? Teremos que acompanhar.
O EVANGELHO DE GILEAD:
O EVANGELHO PERDIDO DE GILEAD: (diferenças entre a série e o livro)
The Handmaid’s Tale é exibida no Brasil pelo Paramount Channel aos domingos às 21:00, com reprise durante a semana (chequem a programação aqui). Praise be!
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