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Superinteligência | Crítica: Com um roteiro não tão superinteligente, o longa garante algumas poucas risadas

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Chegou ao Brasil, junto ao lançamento da HBO Max, o longa Superinteligência (Superintelligence, 2020) que está com o selo Max Originals. O longa é estrelado por Melissa McCarthy e tem direção de Ben Falcone, além da participação de grandes atores, como Bobby Cannavale, James Corden e Jean Smart, mas só isso não segura o filme.

A comédia tem o roteiro de Steve Mallory, de A Chefa, e conta o drama de Carol (McCarthy) que leva uma pacata vida como uma humana comum, fazendo boas ações e tentando encontrar um emprego, mas um dia ela começa a conversar com uma Superinteligência (Corden) que tem a voz de James Corden para acalmá-la dessa nova virada em sua vida. A partir do primeiro contato, Carol começa a ter sua vida virada de pernas para o ar, só para que a Superinteligência resolva através dela se irá dizimar, poupar ou escravizar a humanidade.

O roteiro de Superinteligência não é lá muito superinteligente, é bem um filme de Sessão da Tarde, uma comédia que não inova muito, apesar do grande elenco, pois boa parte do filme ele vira um romance, onde a Superinteligência quer entender o amor de Carol por George (Cannavale), que está se mudando para a Irlanda.

Preso entre destruir a humanidade e ter o amigo de Carol, Dennis (Brian Tyree Henry), para convencer a Presidente dos Estados Unidos (Smart) a fazer algo, além de uma perseguição dos agentes Kuiper (Falcone) e Donahue (Michael Beach), o longa exagera nas cenas que não contam com Carol, deixando tudo em uma bolha meio sem sal, enquanto Carol e sua nova vida ganhada pela Superinteligência, deixa as coisas mais interessantes.

Ao menos há uma explicação melhor sobre como a Superinteligência decidiu escolher Carol, principalmente por sua ligação com Denis e o trabalho dele na Microsoft…

Superinteligência só aumenta o nível da ameaça, pois vemos em Jexi: Um Celular Sem Filtro (2020), a ideia da inteligência da assistente pessoal se revoltando contra o seu dono para lhe ensinar algumas coisas. Aqui a diferença é que a Superinteligência vem para ensinar Carol e lhe dar um amor, enquanto aprende que os humanos são imprevisíveis.

Por fim, como digo lá em cima, Superinteligência é um filme de comédia bem Sessão da Tarde, que tira algumas poucas risadas com um elenco interessante e mal aproveitado.

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Danilo Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de cinema, televisão e teatro...

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