Talvez seja por conta que eu nunca fui lá muito ligado em Neil Diamond, ou um grande conhecedor/apreciador da discografia do cantor americano, onde eu só conhecia Sweet Caroline, sua música mais popular, e que sempre aparece aqui e ali nos filmes, mas desde da primeira imagem que saiu de Song Sung Blue: Um Sonho a Dois (Song Sung Blue, 2025), para mim estava claro que o longa tinha um ar de Oscar Bait, e um Oscar Bait daqueles.
Mas Song Sung Blue ser um, “nunca pareceu ser tão bom”, afinal, sim, o longa cumpre todos os requisitos de ser um Oscar Bait (as atuações exageradas, o melodrama, a trilha sonora colocada no lugar certo para causar emoção), mas a presença de Hugh Jackman e Kate Hudson como esse casal que tem uma banda cover de DIamond é o que acaba por fazer dar certo, de certa forma, onde o filme apenas cresceu comigo nos últimos dias depois que eu vi.
E acho que talvez deve ter rolado isso também com os votantes da Academia, afinal, Hudson ganhou força na temporada de premiação, foi indicada ao prêmio do sindicato dos Atores americanos, e consequentemente, depois ao Oscar na categoria de Melhor Atriz. É de longe a minha atuação menos preferida da lista, mas, é inegável que a atriz esteja bem e se sai bem uma personagem difícil e complexa.
No meio das jaquetas brilhantes, os cabelos grandes, as músicas de Neil Diamond, e a presença chamativa dela e de Jackman no papel (que tenta deixar os anos de Wolverine para trás), Song Sung Blue faz um bonito filme sobre luto, tristeza e a importância da família.
Sabe aquele meme que diz: tudo de ruim aconteceu com os personagens de Grey ‘s Anatomy, mas uma coisa ainda pior vai acontecer com eles? É o que se pode esperar de Song Sung Blue e esses personagens. Afinal, tudo de ruim que pode acontecer com Mike (Jackman) e Claire (Hudson), uma dupla do interior dos EUA, do Estado de Milwaukee (sabe onde fica? Nem eu!) , que se conheceram, ficaram juntos, romanticamente, e depois, profissionalmente, criaram Lightning & Thunder uma banda tributo para Neil Diamond e que fizeram um sucesso moderado nos anos 90, acontece.
E nesse meio tempo, entre uma apresentação em bares para abrirem um show dos Pearl Jam e depois cantarem em uma casa de comida coreana, eles viveram altos e baixos. Seja por conta do acidente de Claire (uma das cenas mais impactantes e surpreendentes do filme), a gravidez inesperada da filha (Ella Anderson) deles, ou até mesmo os problemas cardíacos de Mike e a relação com os outros filmes (Hudson Hensley e King Princess).
Como falamos, é tragédia atrás de tragédia, onde Song Sung Blue não faz uma biopic tradicional, onde tudo é flores e os protagonistas tem um arco de sucesso, fama, gloria e etc. Song Sung Blue entrega pessoas reais na busca de um sonho e de conseguirem emplacar, mas que nunca emplacam 100%, sabe? E que isso acaba por ser apenas um capítulo no vasto livro conhecido como a vida.
Não é que Lightning & Thunder não fossem bons, não cantassem bem, nada disso, mas sim era que nada parecia estar a favor deles. E o filme de uma forma triste e melancólica navega pelos principais acontecimentos e que acabam por serem mais momentos mundanos no meio de espectáculos e covers de músicas famosas de um cantor que é bem a cara dos EUA.
E essa bando de tragédia dá espaço para os atores terem bastante com o que trabalhar. Claro, o filme não glamoriza o trauma, mas dá um espaço para vermos a evolução deles na história. E Hudson sim está bem, garante na excentricidade, e depois nos momentos mais dramáticos que a personagem entrega na busca da redenção após um acidente pesado, e a dinâmica com Jackman é o que guia o longa. Afinal, a direção de Craig Brewer é bastante protocolar e não causa tanta impressão assim. Brewer se dá melhor no texto, e na imprevisibilidade que o roteiro escrito por ele e Greg Kohs entrega. Afinal, é impressionante como o azar sempre chega para eles.
E, talvez, Song Sung Blue seja melhor apreciado se você efetivamente conhecer mais a fundo as músicas do cantor, e como eu falei, só conhecia Sweet Caroline, e acho que o hit do cantor é bem utilizado na trama e para contar essa história. Mas ao mesmo também não senti curiosidade de conhecer mais sobre ele, ou sobre o casal, ou escutar as músicas. Cumpriram seu papel no filme de ser um filme cheio de músicas, mas não ser um musical propriamente dito
No final, Song Sung Blue apenas cresceu comigo, mesmo que faça um dos meus menos favoritos da temporada de longe. Mas é louvável notar o que Hudson e muito com a ajuda de Jackman fazem aqui. I’ve been inclined. To believe they never would, oh, no, no
Song Sung Blue: Um Sonho a Dois em cartaz nos cinemas nacionais.
Confira nossa entrevista com os dubladores d Cara de Um, Focinho de Outro.
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