Talvez, Socorro! (Send Help, 2025) não seja nada do que você esteja esperando. E isso é muito bom. Afinal, o novo filme do diretor Sam Raimi faz um grata surpresa nesse começo de ano e uma experiência divertida de se passar nos cinemas, de assistir com uma audiência, e com os extremamente carismáticos Dylan O’Brien e Rachel McAdams.
Pensando aqui, é curioso notar, como McAdams tenha moldado sua carreira de uma forma que você não pense automaticamente nela como uma atriz de comédia, mesmo que a atriz até tenha pego alguns bons projetos que pendem para o lado mais cômico, ano aqui, ano lá, e que apenas comprovam o quão versátil e talentosa é. De Noite do Jogo (2018) para Eurovision (2020), McAdams é muito boa fazendo comédia, sem dúvidas, e aqui ela leva esse timing cômico para fazer de Socorro! não só um filme engraçado, mas também um drama de sobrevivência com umas pitadas de terror.
Socorro! é uma grande mistureba de temas, ideias e gêneros que dá certo de certa forma. É por conta de McAdams, de O’Brien, que vem numa crescente pós Twinless – Um Gêmeo A Menos no ano passado, e também claro pelas mãos de Raimi que se mostra continuar um craque em contar histórias mais sombrias. E por sombrias, não só que são perturbadoras, mas que também lidam com temas mais pesados e de certa forma espinhosos.
Socorro! desenvolve sua trama aparentemente simples bem rapidamente, mas, ao mesmo tempo, é um filme que se desenvolve nas entrelinhas, nos olhares, e na sutileza em contar essa história na medida que vemos Linda (McAdams), a desajeitada, mas extremamente competente, funcionária de uma empresa ficar presa numa ilha com o novo chefe, o sem noção Bradley (O’Brien, esbanjando carisma) que assume a chefia depois que o pai deixa o cargo para ele. Napo-baby total.
Enquanto o começo serve como uma hipérbole para vermos o quanto Linda e Bradley são completamente diferentes entre si, e como as dinâmicas de poder se desenvolvem no escritório, com ela não conseguindo se posicionar e vendo os outros funcionários surrupiando o seu trabalho e levando crédito, e ele tendo tudo de mão beijada ao assumir a empresa, a trama desenvolve sua narrativa para virar essa história, e entregar o primeiro de vários plot twists que Socorro! tem.
E na medida que descobrimos que Linda é viciada naqueles reality shows de sobrevivência e sabe muito bem se virar numa crise. E por crise, ter visto o avião deles caírem no meio do oceano e eles estarem presos numa ilha, sem comida, sem água, e sem comunicação. Socorro! meio que coloca esses dois personagens, que não se davam bem na civilização, para lidarem uns com os outros nessa micro sociedade que eles criam na medida que vêem que vão ter que passar um bom tempo juntos. Afinal, nada de resgate para Linda e Bradley.
É curioso também notar a forma como o roteiro de Damian Shannon e Mark Swif flipa a relação de poderes entre eles agora na ilha. É quase a história de Betty, A Feia só que num filme de terror e suspense que se desenvolve por mostrar como as habilidades de sobrevivência de Linda vão os ajudar a sair dessa. Ou pelo menos ela.
Afinal, num primeiro momento Bradley segue com o pensamento de que isso é temporário e que eles ainda estão no escritório que ele é chefe de Linda. Mas na primeira chuva, no primeiro pensamento de como eles vão comer, e se abrigar, a situação muda e Socorro! muda a narrativa para deixar a trama mais tensa, afinal, por conta dos ferimentos de Bradley, Linda é a chefe agora.
Assim, na medida que os dois começam a se adaptar no lugar, o filme meio que vai por cavucar o passado dos dois e mostrar que a rivalidade entre eles tem outros motivos. É para lá de interessante ver que a narrativa trabalha em mostrar que os dois são de fato pessoas ruins (sem muitos spoilers aqui), mas a forma como a balança vive por mudar, cena após cena, com um como a personalidade tipo A e a outro tipo B é muito bacana.
E tudo isso dá uma certa camada extra para o longa que se garante nas cenas na praia e na floresta na medida que a narrativa apresenta não só questionamentos sobre para qual lado da história deveríamos ficar, mas também algumas boas reviravoltas.
Como falei, McAdams está incrível no papel e realmente entrega uma personagem complexa e deliciosa de se assistir. O mesmo para O’Brien que tem uma cena em particular em que a câmera está colada no seu rosto e o personagem paralizado em que o ator realmente arrebenta. E para os dois juntos, afinal, Socorro! se passa basicamente só os dois naquela ilha e só dá certo por conta da atuação dos dois que se completam para contar essa história.
No meio do caos de vermos esses personagens fazerem tudo para sobreviverem, das perseguições, das facas, e o cenário paradisíaco, Socorro! abraça o inesperado, entrega algumas cenas bem doidas e apresenta insanos 20 minutos finais de ficar colado na cadeira para saber o que vai acontecer com a Linda de estratégia e planejamento e Bradley o chefão enquanto eles tentam fugir, ou não, dessa ilha.
Socorro! chega nos cinemas em 29 de janeiro.
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pramim socorro é um filme legal até a metade , depois vira uma bosta .sem pé nem cabeça final parece que não tinham o que fazer então resumiram tudo e o estante fica sem explicação .três corpos com sinais de assassinato numa ilha onde tem uma casa de um milhonario que foi invadida e fora que ninguém saiu para procurar a noiva do cara .