Sherlock faz uma viagem no desenvolvimento de seus personagens e usa casos intrigantes, misturado com uma viagem a base de drogas para trazer um desafio inteligente e instigante para nosso detetive. Só que é John Watson quem precisa se concentrar, aceitar perdas e voltar a si em uma humanidade que ele tenta jogar fora.
Essa 4ª temporada de Sherlock está focado em desenvolver ainda mais seus personagens e depois de tantos traumas, trazê-los de volta a sua humanidade habitual. Sherlock está mais perdido do que nunca e Watson isolado, sem saber como agir e conversando com uma alucinação de sua Mary.
O caso do episódio foi dado por Faith, onde Culverton (Toby Jones) quer exibir seus casos de assassino serial, mas sem ninguém ter conhecimento disso. Os jogos, as pistas, as drogas e alucinações divergem e se divertem com a mente de Sherlock, enquanto Watson é cético com tudo isso, se afastando do amigo e precisando de uma dose de safanões da Sra. Hudson para voltarem a si.
O que vemos é Sherlock, Watson e até mesmo Mycroft, ganhando um tapa da vida, e da Sra. Hudson, para voltarem a si e encontrarem o homem dentro deles, e homem no sentido espécie, deixar um pouco de lado o racional e viver o emocional.
A conclusão do caso, onde Culverton é mesmo um serial killer, nem é interessante pelos jogos dele, mas sim pela descoberta de que um novo Holmes entrou no jogo para brincar com Sherlock e Mycroft, e dessa vez Euurus, ou Faith, ou ainda a Mulher da flor de plástico, nos joga na cara um rival a altura de Sherlock e de seu próprio sangue. Os argumentos de Culverton sobre um famoso e rico ser um serial killer e como ele seria tratado pela sociedade também nos faz repensar sobre a fama e a idolatria criada em cima de alguém, esquecendo, ou até cultuando, o seu lado negativo.
Quando Euurus vai contando sobre como entrou na vida de todos sem descobrirem que ela era a irmã de Sherlock e Mycroft, nos sentimos um pouco bobos por não termos prestados a atenção no “segredo” de Holmes, uma irmã. Assim, Culverton que parecia ser a anunciação de que seria o grande vilão da série, na verdade az isso para Euurus.
Sherlock nos envolve e nos diverte com um elenco de primeira e principalmente por nos trazer Benedict Cumberbatch e Martin Freeman no ápice de suas atuações e na relação entre os dois. Ver esses dois em cena, seja se divertindo ou brigando querendo atenção, nos premia com algo sensacional.
Fico por aqui, comentem e to be continued…
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