Sem Fôlego | Crítica

Sem Fôlego(Wonderstruck, 2017) consegue contar uma história bonita, emocionante e faz um filme crescente com tramas paralelas bem costuradas. Com direção de Todd Haynes, o longa se aprofunda numa trama jovem, misteriosa e com ótimos atores infantis que roubam a cena durante todo tempo.
No longa, conhecemos duas crianças que tem o mesmo problema, são surdas e compartilham o mesmo desejo de visitar Nova York, a sacada fica pelo fato que Rose (a ótima Millicent Simmonds) vive em 1927 junto com um pai autoritário e sofre com uma mãe que a abandonou. E Ben (o expressivo Oakes Fegley) vive no futuro em Minnesota e também perdeu a mãe, vitima de um acidente de carro.
Morando com os tios, o menino é atingido por um raio e acabando também ficando surdo. Assim, ele encontra um livro com um recibo dentro e parte para a Nova York para encontrar seu pai. A trama de Sem Fôlego então acompanha a jornada entre dois que tem a mesma característica: querem desbravar o mundo.

Então, acompanhamos Rose que também acaba indo para a cidade encontrar sua mãe e assim o filme acompanha paralelamente a jornada dos dois pela cidade, em épocas diferentes, mesmo aquilo que eles procuram não seja exatamente o que eles vão achar. Sem Fôlego acaba sendo mais pela jornada do que pelo destino.
Com ótimas atrizes como Julianne Mooree Michelle Williams, interpretando as mães dos protagonistas, elas conseguem dar um ar mais sério para a produção, mesmo que o filme se apoie muito nas performances dos atores infantis Oakes Fegley e Millicent Simmonds que mesmo roubando a cena, não seguram a produção o tempo todo.
Sem Fôlego une o cinema mudo e antigo com o novo de uma forma visualmente incrível e com uma ótima trilha sonora, o filme consegue passar um sentimento de calmaria misturado com tensão e que acerta em deixar a produção fluir de uma maneira bem única. A mistura entre a fantasia e a realidade acaba por deixar a produção com um belo contraste e uma fotografia excelente, mesmo que o roteiro demore para se definir em sua trama.

Claro que ao segurar o plot twist e só mostrar como as histórias vão se unir para quem assiste lá no final, Sem Fôlego consegue deixar quem assistir bastante tentado em finalizar esse quebra-cabeça ao deixar o espectador ficar se perguntando ao longo do filme sobre as diversas opções que a trama te dá.
Afinal você começa o filme esperando para descobrir essa conexão entre as duas crianças e no final o que é entregado chega a ser bastante compensador, mesmo que a jornada seja um pouco mais calma e devagar do esperamos.
Sem Fôlegotem data de estreia programada para 25 de janeironos cinemas.











