Tudo que eu ó queria quando recebi o link para esse filme era assistir uma rom-com bonitinha, gostosinha e divertidinha para ver depois do Carnaval, mas Queimando O Filme (Picture This, 2025) só me irritou de diversas maneiras!
E nem foi pela personagem irritante que a carismática Simone Ashley (tá, em partes ela sim, já que a personagem interpretada por ela, logo no começo do filme, já sai correndo pelas ruas de Londres usando havaianas, perde o sapato igual a Cinderela, depois anda uma parte do filme sem nada e ninguém fala nada), ou por finalmente ver Hero Fiennes Tiffin fora da franquia After (um querido, já entrevistei) ou por ter um filme que abraça a cultura indiana de uma forma muito legal, e sim por que o trio de roteiristas Nikita Lalwani, Nathan Ramos-Park e Shuang Hu até tem ideias legais (é baseado no longa australiano Five Blind Dates), mas que são apenas pinceladas aqui e que são apenas glimpses do tipo de filme que o longa poderia ser.
Definitivamente para a proposta que Queimando O Filme apresenta, isso aqui, tinha que ser uma série, afinal, muita coisa acontece, e numa quantidade muito rápida de tempo, onde boa parte do filme é ruim e a outra parte é ok para uma rom-com que vai chegar diretamente no streaming.
Infelizmente, o gênero não tem tido sorte no line-up da plataforma, pois é o segundo filme na Amazon seguido no ano que eu vejo que acho ruim/me decepciono. E novamente, não é pelo elenco, não é pelo tema, e sim, pela forma frankenstein que o filme é montado e editado.
Queimando O Filme tem uma pegada meio 10 Coisas Que Odeio Em Você só que pior, já aqui conhecemos as irmãs Pia (Ashley) e Sonal (Anoushka Chadha) que não poderiam ser mais diferentes uma das outras. Pia é a mais velha, só que Sonal está prestes a se casar e consegue usar as jóias da família no evento. Muitas jóias mesmo! Só que a parte de Pia, segundo sua mãe Laxmi (Sindhu Vee), ela só vai poder pegar quando ela mesma casar.
Mas Pia é uma jovem independente, moderna, focada em sua carreira como fotógrafa e em cuidar do estúdio (que vai de mal a pior já que hoje em dia tudo é digital e ela se recusa a fazer fotos para passaporte) que tem com o melhor amigo Jay (Luke Fetherston). Ela não quer saber de namoros ou encontros. Mas é claro que a vida vai colocar diversos obstáculos para ela como uma velha e boa rom-com.
Durante os eventos do casamento da irmã, Pia cruza caminho com um tipo de conselheiro espiritual que “prevê” que nos próximos 5 encontros que tiver, a jovem vai encontrar o cara que ela vai ficar para sempre. Aquele “O cara”, sabe? Ela claro que não acredita, mas sua mãe, irmã, amigo e seu pai bolam um plano para ela conhecer novas pessoas e marcam diversos encontros as cegas para ela.
Essa é a parte bobinha, divertidinha, de Queimando O Filme, onde vemos Pia indo nos mais estranhos e sem pé nem cabeça encontros e que acabam por ser a parte mais fraca, afinal, logo quando o jovem Charlie (Tiffin) aparece em cena, em uma das festas de pré-casamento da irmã da protagonista, já sabemos que ele é o cara que Pia vai ficar né?
Claro, os dois têm um passado, e ele está com outra pessoa, mas a química entre Ashley e Tiffin é uma das poucas coisas que funcionam aqui, talvez, em parte dos dois atores, talvez, por conta do roteiro e das falas ágeis, cheia de segundas intenções, rápidas entre dois e que, talvez, acabem por ser a melhor parte do roteiro, e uma coisa de tirar o chápeu.
Afinal, os outros pretendentes que Pia cruza tem suas características negativas extremamente ampliadas. Afinal, os outros pretendentes que Pia cruza tem suas características negativas extremamente ampliadas. Seja do ricaço e misógino Sid (Asim Chaudhry) para o tímido Akshay (Nikesh Patel) que acaba por ter um crush em outra personagem dessa história, ou para o ator/cantor/instrutor de Yoga Milo (Phil Dunster, hilário pós Ted Lasso) todos eles são extremamente mal construídos e desenvolvidos.
E basicamente todos os personagens masculinos do longa são. De Jay que é a definição do coadjuvante-melhor-amigo-gay-da-protagonista e que tem zero função na trama além de orbitar a protagonista, para o noivo Sam (Eben Figueiredo) e para o pai das jovens (Adil Ray) que mantém um relacionamento falso com a mãe delas para a família na Índia. Mas se essa parte deixa a desejar, nos leva para a parte que realmente Queimando O Filme é boa: a relação entre Pia, sua irmã e sua mãe, o conflito geracional entre elas e ainda essa parte de “coming of age” que as personagens vivem.
A diretora Prarthana Mohan que vem de filmes do gênero comédias de natal como Christmas Is Canceled (2021) e The Christmas Break (2023) faz um trabalho sólido com o que tem, mas, claro que nada de espectacular. A divisão da tela, e alguns truques de câmeras, são uma boa opção visual e deixam o longa com um aspecto mais ágil, mas também não faz milagres.
Queimando o Filme se beneficia de ser uma história com um pano de fundo de um casamento indiano então é tudo muito grandioso, colorido e cheio de energia, o que dá um sentimento maior para o filme e para uma produção Amazon.
No final, aos trancos e barrancos, numa história extremamente previsível, com mais açúcar do que água e realmente que você realmente ao dar play sabe como tudo vai acontecer com todos os personagens, fica claro que Queimando o Filme não vai chegar a queimar o filme de ninguém envolvido, afinal, trabalho é trabalho, e no streaming o que importa são as horas vistas dentro da plataforma. Então, de certa forma, Queimando o Filme, com suas 1h40min, no final do dia, deve atrair o público cativo do gênero que vai dar play e curtir mais esse. Definitivamente você já viu coisa pior.
Queimando O Filme está disponível no streaming no Prime Video.
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