Predador: Terras Selvagens | Crítica: Um filme muito bonito para ser apenas OK.

É inegável admitir que o diretor Dan Trachtenberg de certa forma acabou por ser um dos responsáveis por conseguir revitalizar a franquia Predador e também colocar a figura do monstrão de volta aos holofotes.
De O Predador: A Caçada, lançado no streaming alguns anos atrás, para a animação Predador: Assassino de Assassinos(também lançada no streaming), todos esses projetos meio que culminaram, e prepararam o espectador, para o lançamento de Predador: Terras Selvagens (Predator: Badlands, 2025) nos cinemas.

E isso faz do filme ser o primeiro longa da franquia lançado na telona desde que a Disney conseguiu os direitos do personagem por conta da fusão com a antiga 20th Century FOX. Mas Predador: Terras Selvagens acaba valendo todo esse esforço? Visualmente é um filme belíssimo, sem dúvidas. Mas, para mim, acaba por ser e entregar um filme bem ok e mediano.
Claro, super valeu a experiência de ver essa história nos cinemas, mas sai com um sentimento que poderia ter sido mais sabe? Talvez, pelo fato que o longa não tenha sido, uma história que acompanhasse um grupo de personagens fugindo da ameaça do Predador e sim, temos uma narrativa que acabou sendo contada pelos olhos (e a cara feia) de uma outra versão do icônico personagem.
Aqui, o predador da vez tem sua história contada junto com a presença de uma andróide interpretada por Elle Fanning, e em papel duplo. Mais um personagem em que o mesmo ator interpreta duas versões aqui que se soma na lista depois de diversos outros atores entrarem nessa jornada ao longo de diversos lançamentos no ano.
Assim, ao apresentar esse figura de um jovem predador chamado Dek e o colocar em missão por um planeta chamado Genna (descrito pela mitologia como o planeta da morte), o longa o faz depois cruzar caminho com a tal robô sem metade do corpo chamada Thia (Fanning).
Ficou claro que Predador: Terras Selvagens meio que bebe da fonte de O Mandalorian, ou como falei no meu reactpós sessão, é a dinâmica do Shrek e o Burro. Onde temos uma jornada de um personagem irritando o outro ao longo do caminho.
É uma divertida, grandiosa e épica jornada? Claro, mas parece que é mais do mesmo? Afinal, Predador: Terras Selvagens coloca esses dois personagens, de personalidades opostas, para andar pelos locais mais perigosos que o tal planeta tem. Dek está em busca de uma criatura para matar e conquistar o respeito do pai (Mike Homik) e Thea, bem só quer andar por aí, e reconstruir seu corpo sintético, e encontrar sua irmã gêmea.

Então essa parceria acaba por ser a união desses dois personagens ao longo de quase 2 horas que o filme tem, e que acaba por se passar pelas andanças dos dois nessas terras selvagens que o planeta possui. Três, se formos contar com a outra personagem que Fanning interpreta aqui, a desbocada e mais perigosa também robô Tessa. E que curiosamente tem a mesma missão de Dek: capturar a criatura e levar para o seus pagadores. Ninguém mais, ninguém menos que a Weyland-Yutani que revimos na série Alien: Earth.
E por mais que o filme entregue boas cenas de ação, e algumas até bem violentas, tudo parece estar um pouco mais contido para um filme de Predador. Ou talvez, seja o fato que os novos filmes de Alien tenham sido mais eficazes para contarem suas histórias. E isso por que eu gostei bastante dos dois capítulos de Predador que Trachtenberg apresentou.
Acho que o diretor tem um bom olho para grandes produções e criar espetáculos visuais para a telona, mas parece também que com esse aqui, ele deixou a peteca cair. Particularmente acho que o grande problema de Predador:Terras Selvagens acabe por ficar com o roteiro de Patrick Aison e não a forma como Trachtenberg resolveu contar essa história. Sinto que gastamos um longa com um fiapo de história aqui.
Claro, o trabalho dos efeitos especiais, e principalmente os de captura dos movimentos que o ator relativamente novato Dimitrius Schuster-Koloamatangifaz com o jovem predador são muito bons e a dinâmica de Dex com a robô de Fanning são divertidas de acompanhar, tudo realmente é mais do mesmo, mesmo.
E nem mesmo as surpresas que Trachtenberg guardou para os momentos finais de Predador: Terras Selvagens empolgam para o futuro da franquia. Afinal, a Disney já deu as chaves do reino para o diretor, então o que vier pela frente agora é lucro nessa expansão de mitologia que foi apresentada até aqui. Quem sabe trazer Arnold Schwarzenegger de volta seja o próximo passo?
2,5/5 estrelas
Predador: Terras Selvagens está em cartaz nos cinemas nacionais.











