É curioso pensar que há 30 anos vimos Sidney Prescott ter sido atacada pela figura mascarada do Ghostface, para depois descobrirmos que os responsáveis por tudo aqui foram Billy Loomis, o namorado da garota na época, junto com o melhor dele, Stu Macher.
E os anos se passaram, novos filmes e Ghostfaces vieram, e todo esse tempo depois, ficou claro que sempre existiria algum doido para aparecer repetindo o mesmo modus operandi de sempre e atazanar a vida de Sidney mais uma vez.
Com essa nova história, de 2026, já temos 7 filmes na franquia, 6 em que Neve Campbell aparece, e que o roteiro de Kevin Williamson, Guy Busick e James Vanderbilt não deixa o espectador esquecer o quão Sidney fez falta nos eventos do massacre de Nova York da passagem anterior, lançada em 2023 e a mais fraca da nova safra.
Então, a pergunta que ficava com a chegada de um novo filme é: o que mais poderia acontecer com a personagem?
Bem pelo andar da carruagem, ainda muita coisa. Afinal, Pânico 7 (Scream 7, 2026) apenas mostra que o tempo pode passar, Sidney pode ser estar na mídia, ou escondida, que sempre vai ter algum doido que vai colocar uma máscara, um alterador de voz e andar pelas ruas vestindo uma túnica preta e carregando uma faca por aí.
Já que por mais que Sidney mude de sobrenome, pegue o nome do marido, o delegado de polícia Mark Evans (Joel McHale), passe a ser chamada de Sidney Evans, abra um café numa cidadezinha do interior e tenha tempo de renovar a casa que mora com as filhas menores e a filha mais velha Tatum (Isabel May), o passado dela sempre volta para a atormentar.
E se tem uma coisa que a franquia mostra é que ser mãe pode ser, realmente, uma coisa de matar. Afinal, no primeiro filme, uma das motivações de um dos Ghostface, foi que ele buscava vingança pela mãe de Sidney, já na sequência, a Sra. Loomis também buscava vingança por conta do filho.
E sequências depois, Pânico 7 volta para o tema da maternidade agora que Sidney vive para proteger Tatum de tudo. Do jovem Ben (Sam Rechner), o rolinho que a garota tem e que vive por invadir seu quarto pela janela a noite, de comentar sobre o seu passado espinhoso, e realmente por não ter uma boa comunicação com a garota e tudo mais por mais mais que ela tenta.
Afinal, as coisas nunca parecem que vão ficar tranquilas para Sidney por mais que ela deseje isso. E sim, em Pânico 7 o que parecia ser um novo começo para ela, é apenas o começo, de um novo quebra-cabeça que começa com uma ligação e um novo “Olá, Sidney” e parte para mais uma aventura sangrenta, violenta, e extremamente gráfica.
Acho que da nova safra, Pânico 7 é o que tem as mortes mais pesadas até agora. E algumas realmente perturbadoras e que envolvem cabeças explodindo, cabeças empaladas, cabeças sendo acertadas por diversos ângulos e por diversos, e diferentes objetos.
Afinal, uma das regras da franquia é “mire na cabeça!” e uma que Sidney leva a risca e aqui em Pânico 7 não é diferente. E se as mortes são mais elaboradas e mais cheias de gore, Kevin Williamson consegue dar um ar mais cinematográfico que os outros filmes não tinha e que fazem a diferença aqui… É notado a forma que a franquia muda desse sétimo filme para os anteriores em relação a isso. Não vou falar muito por conta de spoilers, mas minha morte preferida é uma que envolve plásticos e o ponto de vista da vítima.
E isso Pânico 7 tem demais. Vítimas. E se temos vítimas temos também suspeitos. Afinal é como Gale Weathers (Courteney Cox, sempre carismática) fala para os vizinhos de Sidney, o jovem Lucas (Asa Germann) e sua mãe Jessica (Anna Camp): Todo mundo é um suspeito em potencial.
E aqui, não é preciso que Mindy (Jasmin Savoy Brown novamente com boas falas) explique os conceitos, ela explica do mesmo jeito novamente, para o terror do irmão Chad (Mason Gooding), sobre como se faz para desvendar um suspeito. Os dois estão de volta dos filmes anteriores, depois que as protagonistas deixaram a produção por motivos variados.
E o texto de Pânico 7, anda em zigue-zague o tempo todo, atira para todos os lados, e para todos os personagens, afinal, lá para mais da metade do filme eu ainda achava que a trama ia para um caminho e ela continuava a ir para outro, e para outro, e pular e pular em pistas e possibilidades gigantes e que ficavam em aberto para descobrimos a identidade do Ghostface da vez.
Afinal, a lista não parava de crescer e o filme seguia por apresentar diversos novos personagens, e boa parte deles arquétipos de filmes de terror e que fazia parte do núcleo de amizade de Tatum, ou de convivência da família, e que poderiam ser muito bem o vilão a ser revelado no final do filme e com direito a monólogo explicativo e tudo mais.
Da garota popular do colégio (Mckenna Grace, em mais uma franquia), para a amiga que é a boazinha e a da galera (Celeste O’Connor), para os vizinhos já citados, e até mesmo um dos professores (Timothy Simons) do grupo de teatro (que curiosamente sempre dá as caras na franquia). Um grupo que deixava o filme bastante populoso e com muita gente para pouco tempo de tela, já que muitos apareciam por 2, 3 minutos e tinham poucas cenas.
Assim, enquanto o Ghostface aterrorizava a cidade, Sidney, sua família, e conhecidos, o roteiro meio rocambolesco e que atirava para todo lado, começa reduzir seus suspeitos (e aumentar o número de mortes) enquanto usa a tecnologia, com câmeras de segurança, fones de ouvido sem fio, IA e tudo mais para dificultar e ajudar mocinhos e vilões.
Pânico 7 sofre em alguns momentos com isso, em que a tecnologia acaba por ser uma muleta criativa para algumas das passagens, ao mesmo tempo, sofre com saídas fáceis e outras preguiçosas como por exemplo uma entrevista de Sidney para a TV local.
Ao chegar nos momentos finais, e nas revelações que são meio fracas em relação ao que já tivemos na franquia (no 2, no 4, no 5), sinto que a jornada que passamos com esses personagens, essas referências para a própria franquia e para personagens antigos, acaba por soar muito mais legal do que o monólogo final que conecta tudo que vimos a pessoa que passou o filme todo correndo pelas ruas com uma vestimenta de poliéter vagabundo e uma máscara que deve dar um calor danado. Ou seriam pessoas?
No final, Pânico 7, por mais que todas as polêmicas envolvidas nos bastidores acabaram sendo mais interessantes do que o filme em si, meio que consegue entregar um filme ok dentro do esperado para a mitologia da franquia. Um que definitivamente não se leva a sério, até mais que os outros, e que até brinca com algumas doideiras que os fãs teorizam e são obcecados nessa história.
Fica claro que Pânico 7 foi feito por pessoas que conhecem a fundo o que a franquia é e entregue para fãs que podem não gostar de ver alguma coisa tão explícita assim. E você, qual o seu filme de Pânico favorito?
Pânico 7 chega nos cinemas em 26 de fevereiro nos cinemas.
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