O ano era 2023 e o diretor Quentin Tarantino lançava o 4º filme da carreira e com Kill Bill embarcava numa missão de vingança estrelada por Uma Thurman em que eles repetiam a parceria vista em Pulp Fiction.
A trama, dividida em 2 volumes, era relativamente simples, mas entrega um dos filmes mais celebrados do diretor: Depois de acordar de um coma de quatro anos, uma ex-assassina se vinga da equipe de assassinos que a traíram.
O primeiro apresentou uma série de personagens que caíram no gosto do público, interpretados por Vivica A. Fox, Lucy Liu, Daryl Hannah e diversos outros, onde o Volume 1 arrecadou mais de US$ 180 milhões em bilheteria global na época. Assim, conhecemos a figura da Noiva (Thurman) uma jovem que sofre uma tentativa de assassinato, mas que sobrevive milagrosamente, e entra em coma. Anos depois, ela embarca num plano de vingança contra as 5 pessoas responsáveis pela chacina, incluindo o chefão e seu antigo parceiro: Bill (David Carradine).
Em 2024, Tarantino lança o capítulo 2 que conclui a trama que arrecada mais de US$ 150 milhões em bilheteria global na medida que a Noiva parte para continuar a riscar os nomes da lista e aqui enfrenta seus colegas mais perigosos (Daryl Hannah e Michael Madsen) enquanto descobrimos mais do passado dela e de seus colegas do esquadrão Assassino Víbora Mortal.
E assim, mais de 20 anos, a ideia de um super filme, que une tanto Volume 1 quanto Volume 2 é lançada depois que Tarantino e o produtor da época, o agora preso Harvey Weinstein, tinham decidido separar o projeto em 2 partes.
O que faz essa super cópia entregar uma experiência melhor do que apenas assistir o Volume 1 e depois o Volume 2?
Kill Bill: The Whole Bloody Affair será exibido no formato 35mm no cinema Belas Artes em São Paulo. É o único cinema da América Latina que exibe essa versão do filme que conta com um intervalo de 15 minutos entre os dois filmes.
Mas não são só os dois filmes exibidos um seguido do outro. Kill Bill: The Whole Bloody Affair tem algumas diferenças, sim.
Por exemplo, no final do Volume 1, a cena onde descobrimos que a filha da Noiva está viva é cortada e a grande “revelação” é deixada para ser apresentada no Volume 2. Assim, o espectador descobre a informação junto com a personagem.
Algumas outras cenas ganharam versões estendidas. É o caso da cena animada que mostra as origens da personagem da atriz Lucy Liu, a guerreira O-Ren Ishii. E também da cena onde a Noiva encontra a líder da máfia e sua gangue os Crazy 88 e acaba com todos eles também é maior do que na versão original. E ainda mais, em Kill Bill: The Whole Bloody Affair a saturação teve uma alteração visual então temos um destaque maior nas cores primárias: no uniforme icônico da Noiva, e claro, no sangue que sai em tela.
Para a parte 2, uma das mudanças foi que não temos o monólogo inicial da Noiva, que era em preto e branco. A segunda parte já começa a história com os acontecimentos na capela onde vemos Bill chegar no local antes do massacre.
E claro, que Kill Bill: The Whole Bloody Affair tem novas cenas. Exibidas depois que os créditos do último filme terminam, a super versão exibe um capítulo perdido assim por dizer.
Feito em parceria com a empresa Epic Games (dos jogos Fornite), o capítulo é apresentado em formato de animação computadorizada e apresenta Yuki, a irmã gêmea da assassina Gogo Yubari (Chiaki Kuriyama), vista no Volume 1, enquanto ela busca vingança contra a Noiva.
Vemos a personagem por seguir a protagonista, enquanto vemos a jovem observar a Noiva em diversas cenas chaves do longa. Até quando temos o embate final entre as duas.
Particularmente não vi muita graça na cena extra, não me importei nada com ela e não acho que a franquia muda, ou fica melhor com ela. Afinal, você já está no cinema tem mais 4 horas e nada muda em relação a mitologia do filme.
Mas é muito legal a experiência de ver os dois filmes seguidos, e no cinema, claro, mas ao mesmo tempo, também sinto que tanto o Volume 1 quanto o Volume 2 tem começo, meio e fim, e que funcionam de maneira isolada também.
Kill Bill: The Whole Bloody Affair chega nos cinemas nacionais em 5 de março.
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