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O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface | Crítica: Longa aposta no gore e na violência em vez de criar uma boa história

Leatherface está de volta! Depois de Michael Myers, Chucky e Ghostface, o assassino da Serra Elétrica também retorna para uma nova produção que desembarca na Netflix. O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface (Texas Chainsaw Massacre, 2022) segue o mesmo esquema da franquia Halloween e do novo Pânico e funciona como uma sequência, reboot para o filme original dos anos 1970. Aqui, o longa da Netflix se passa 50 anos depois do filme original, onde a cidade de Harlow, Texas ainda sofre com as consequências do massacre de um maluco com um grupo de jovens.

E o filme faz essa recapitulação bem rapidamente sobre isso no seu começo, onde vemos as jovens Melody (Sarah Yarkin, muito bem aqui) e Lila (Elsie Fisher, o nome mais conhecido do elenco) verem sobre o caso ao estarem numa loja de conveniência no meio de uma estrada rumo à tal cidade. A dupla, mais os jovens Dante (Jacob Latimore) e a namorada dele Ruth (Nell Hudson) estão em viagem para a cidade, pois eles tem uma proposta para renovação de um bairro com a inauguração de um restaurante no meio da cidade já fantasma e aos pedaços.

Elsie Fisher, Sarah Yarkin, Nell Hudson e Jacob Latimore em cena de O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface
Foto: Yana Blajeva / ©2021 Legendary, Courtesy of Netflix
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 Ao trombarem com um local cara fechada Richer (Moe Dunford), e depois com os policiais na estrada, esse grupo de jovens descolados e cheio de sonhos percebem que não estão mais em Kansas, digo em Nova York, e que vão ter um certo trabalho para colocarem em prática as ideias deles e claro para o grupo de jovens investidores que chegam em breve na cidade para ver outras possibilidades de negócio. O roteiro de Chris Thomas Devlin trabalha de uma forma super ágil para apresentar esses personagens e realmente não se preocupa se o espectador vai criar laços emocionais com eles, apenas se preocupa em mostrar quando eles vão ser vítimas para o maluco da Serra Elétrica.

Fica claro que foco de O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface não é esse, não é criar personagens para uma nova franquia e sim, fazer com que eles sejam vítimas para o ressurgimento, e o retorno, do assassino mascarado. O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface está mais preocupado em entregar um visual estilosinho, com luzes neon, e na violência que as mortes se apresentam em tela, e claro, para vermos o Assassino da Serra Elétrica tocar o terror com esse grupo de jovens, e com o ônibus cheio de gente que claramente só está ali para morrer. Até mesmo, um possível arco no estilo Norman Bates para o assassino,um passado envolvendo um tiroteio na escola que um dos personagens viveu, ou a introdução de Sally Hardesty (Olwen Fouéré), a final girl dos filmes originais que aqui serve de função de Laurie Strode, uma Jamie Lee Curtis genérica, fica um pouco largada e completamente mal desenvolvida na trama.

Mas o diretor David Blue Garcia consegue criar um sentimento de tensão para algumas cenas que são bem interessantes na medida que você vê o sangue jorrar a cada 5 minutos lá pela metade do filme. E para uma produção de 1h20 isso é um alívio. Juro, em épocas de filmes de 3 horas eu já vi pilotos de séries com duração maior que esse filme. Tirando a luz e tonalidade amarelada que domina a fotografia do filme nas cenas ao luz do dia, O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface tem algumas passagens que realmente marcam a produção e a deixam melhor do que aparenta ser.

Latherface ataca em cena de em cena de O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface
Foto:  Yana Blajeva / ©2021 Legendary, Courtesy of Netflix

Seja quando a jovem Ruth (que só serve para isso na história) está no carro policial e literalmente vê o surgimento desse novo Leatherface e precisa tentar pedir socorro no rádio policial no meio de uma plantação, ou quando já a noite, o assassino parte para atacar o ônibus-balada cheio de gente que a primeira reação é abrir o celular, fazer um live, e dizer : Mano, você vai ser cancelado. O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface tem cenas e passagens muito interessantes visualmente e que realmente dão um charme para o filme que eu não estava esperando. Assim, como um foco mais feminino para a história com a clássica trama de “final girl” e o desenvolvimento de alguns traumas do passado desses personagens.

Com momentos extremamente pesados, e algumas mortes bem sanguinárias, o longa recebeu classificação de 18 anos por aqui, O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface se apoia muito mais nas pirações de Leatherface com a serra elétrica do efetivamente contar uma história de terror com algum propósito.

Claro, as motivações e o motivo para que tudo isso aconteça é rapidamente contado, mas no final, O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface vale por algumas das mortes mais impressionantes dos últimos tempos, onde os produtores não perderam tempo para as fazerem ser mais as mais violentas e sanguinárias possíveis. O que temos aqui não assusta, apenas é o choque pelo choque. 

Ps: O filme tem uma cena pós-crédito.

Avaliação: 2.5 de 5.

O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface disponível na Netflix.

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Miguel Morales

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