Gen V – 2ª temporada | Primeiras impressões: Um retorno sangrento

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O segundo ano de Gen V, a série spin-off de The Boys, finalmente retorna depois de praticamente 2 anos fora do ar, num dos maiores problemas que mega produções de streaming têm sofrido: A quantidade de tempo entre uma temporada e outra. Mas a julgar por esse começo, a espera vale a pena.

Afinal, o retorno tardio de Gen V é um pouco mais complexo do que apenas a quantidade tempo que a produção levou gravar (e editar!) os episódios, ou o time de programação escolher uma janela favorável de lançamento, ou o time de marketing ter tempo de promover a série no meio de um enxurrada de novos conteúdos. O atraso para a volta de Gen V tem um motivo mais triste em seus bastidores: a morte de um de seus protagonistas, o ator Chance Perdomo. E a atração não só reconhece a perda do ator como faz o retorno da atração lidar também não só com os eventos do final da longínqua temporada anterior, mas com o personagem do super Andre que acaba por também falecer na atração.

Jaz Sinclair e Hamish Linklater em cena da temporada 2 de Gen V. Credit: Jasper Savage/Prime/ Copyright: Amazon MGM Studios.
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Com uma homenagem para o ator logo antes do “Anteriormente em Gen V…” a atração parte disso, e do que aconteceu no final da temporada 1, para continuar a história alguns meses depois, e com algumas lacunas para serem preenchidas, na medida que vemos os super Emma (Lizze Broadway) e Jordan (London Thor, Derek Luh) já de volta para a Universidade Godolkin e um novo mistério chamado projeto Odessa ser apresentado. Rápido né? 

E muito desse retorno inicial da atração é criar, e apresentar, arcos narrativos cheio de questionamentos que devem ser trabalhados e desenvolvidos ao longo dos novos episódios. Ou assim esperamos, afinal, precisamos de respostas para essas perguntas todas que inundam o começo do novo ano. 

Nova temporada, novos rostos, novos mistérios. Gen V se segura nesse retorno com diversas perguntas que envolvem tantos os personagens antigos que conhecemos no primeiro ano quanto os novos que são rapidamente, e misteriosamente, apresentados. E no melhor estilo The Boys (quais são os poderes desses novos personagens?) boa parte do episódio inicial, por exemplo, brinca com o questionamento de onde está Marie Moreau (Jaz Sinclair, sempre muito bem) depois dos eventos da temporada 1? A jovem super com poderes de sangue que serve como a figura principal da atração está desaparecida no início dessa nova temporada, mesmo que não por muito tempo.

O novo ano retorna a focar no grupo de estudantes da Universidade Godolkin que agora passa por uma reformulação e tem um novo reitor, um reitor super, na figura também cheia de segredos e questionamentos de Cipher (Hamish Linklater, uma ótima aquisição para o elenco). Nesse meio tempo, onde vemos Emma e Jordan de volta para o campus, e com a faculdade abraçando o orgulho super (igual a narrativa de Wandinha temporada 2, outra série de streaming que demorou um bom tempo para voltar para um segundo ano), vemos também que o novo ano escolar trazer de volta também a figura dos Guardiões de Godolkin com aqueles que resolverem se aliar a mega corporação da Vought no final da temporada passada: Cate (Maddie Phillips, a melhor do grupo) e Sam (Asa Germann)

Maddie Phillips em cena da temporada 2 de Gen V. Credit: Jasper Savage/Prime/ Copyright: Amazon MGM Studios.

Phillips segue a mais carismática do elenco, e talvez, a personagem que tem os maiores poderes, mesmo que os poderes da personagem de Sinclair sejam os que realmente são os mais visualmente interessantes de se ver. Já Broadway continua a ser um grande alívio cômico na medida que acerta e contrapõe o lado mais dramático de sua personagem com um trama mais adolescente. Mas é na figura de Linklater que parece que o novo ano vai ser mais sombrio e maduro do que o primeiro foi e o ator está muito bem.

E fica claro que no novo ano de Gen V, os riscos estão maiores e mais perigosos agora. Assim, entre retorno para as aulas, cheio de vídeos informativos, e o mistério de onde e o que Marie tem feito nesses meses depois que ela e Andre fugiram da prisão da Vought chamada Elvira, meio que ditam a narrativa do episódio de retorno que acaba por ser bastante sangrento na medida que a super usa bastante seus poderes por aí. O mais interessante é que Gen V segue por fazer os comentários sociais que The Boys também faz sobre a polarização política e social (num reflexo do que tem acontecido nos EUA e em boa parte do mundo) e tenta sempre nos lembrar que a atração faz parte do Universo de The Boys e que os eventos vistos aqui correm paralelamente com o que acontece na série principal. 

Mas o time do spin-off também consegue deixar Gen V, mais uma vez, com um gosto de série que roda sozinha em relação a atração principal. Afinal, por mais que vemos cartazes com Capitão Pátria e Profundo, e o nome do super de Antony Starr é citado a rodo, e temos a participação de um personagem da atração principal nesse retorno, Gen V consegue fazer com que todo o drama que envolve esses jovens super seja bastante interessante de querer acompanhar.

E o time de roteiristas conseguem deixar tudo bem divertido, por mais que bastante sanguinário de se ver. O texto brinca com outras produções do Prime Video de sucesso e isso deixa o humor da atração, um bastante afiado e divertido. E fora que a atração também se encarrega de ajudar também na construção de Universo The Boys, onde se mostra que pode rodar muito bem quando a série principal acabar (The Boys vai para uma quinta e última temporada que chega em 2026 no Prime Video). Afinal, o passado da própria Universidade Goldkin vai ser explorado no novo ano com a presença do próprio fundador, Thomas Godolkin (Ethan Slater, o Boq de Wicked) dando as caras na série e contribuindo com o mistério da temporada.

Ao beber da fonte do que os filmes e quadrinhos dos X-Men tem falado há anos, e com um novo personagem com ares de vilão no melhor estilo de Magneto na figura do reitor super, Gen V se apoia nos personagens dessa Universidade e nessa batalha entre aqueles com poderes e aqueles sem. É um início de um novo ano promissor para uma série que parecia que só estava ali para alimentar a máquina do streaming em espremer uma propriedade intelectual que deu certo, atraiu assinaturas e manteve o público na plataforma na espera de novos episódios. Já que o Prime Video nos deixou viciado com composto V e 4 temporadas de The Boys mais 2 de Gen V, nós temos que aproveitar certo? 

Gen V retorna com os três primeiros episódios do segundo ano em 17 de setembro. Depois, um novo episódio chega toda quarta-feira até 22 de outubro com a exibição do final de temporada.

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Miguel Morales

Sempre posso ser visto lá no Twitter, onde falo sobre o que acontece na TV aberta, nas séries, no cinema, e claro outras besteiras.  Segue lá: twitter.com/mpmorales

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