Bem, não dá para negar que Five Nights at Freddy’s lá em 2023 entregou alguma coisa divertida para o gênero. Afinal, M3GAN tinha acabado de ser lançado, Chuck e Annabelle continuavam em alta, e os fãs do jogos estavam fazendo um barulho absurdo por que finalmente teriam o filme FNAF pelas mãos da Blumhouse.
A sequência veio aí, e agora, anos depois, Five Nights at Freddy’s 2 (2025) estreia no que podemos dizer ser um ano fraco para a outrora promissora e garantia de qualidade produtora de Jason Blum. O ano não foi fácil e nenhuma das sequências (ou até mesmo filmes originais) do line-up deles vingou. E sinto dizer que não vai ser com Five Nights at Freddy’s 2 que a maré de azar da Blumhouse vai acabar.
O sentimento de estranheza, de ser divertidinho, e de não se levar a sério que o primeiro bancou não se sustentou para a sequência. Infelizmente, Five Nights at Freddy’s 2, ao dobrar a aposta de continuar essa história, só aposta em repetir, e até de intensificar os momentos estapafúrdios que a trama já entregou.
Por mais que amplie a mitologia apresentada no primeiro filme, Five Nights at Freddy’s 2 apenas repete a história do primeiro filme com novas locações e com bonecos animatrônicos que revivem e correm pelas ruas da cidade. Freddy, Chica e Foxx até voltam, mas a que custo né?
A história da sequência segue Mike (Josh Hutcherson),Vanessa (Elizabeth Lail) e Abby (Piper Rubio) depois dos eventos vistos anteriormente, mas continua a bater nas mesmas teclas que o primeiro filme bateu. Claro, aqui já sabemos a conexão da policial Vanessa com William Afton (Matthew Lillard que retorna em poucas cenas), o grande responsável pelos eventos e matanças do primeiro filme.
Mas Five Nights at Freddy’s 2 usa ainda o passado de Vanessa para puxar um fio narrativo que soa fraco e desinteressante de vermos pela segunda vez. Ainda mais quando o roteiro Scott Cawthon não sabe trabalhar bem as pistas e deixa todas as revelações jogadas pela trama, igual os bonecos ficaram depois que Freddy Fazbear’s Pizza fechou por conta dos acidentes estranhos anos atrás.
E ao tentar conectar a história da morte trágica de uma garotinha chamada Charlotte na pizzaria, e que a história nos apresenta uma nova filial, com os eventos atuais que aconteceram em outra unidade, Five Nights at Freddy’s 2 se embola cada vez para contar essa história de luto e traumas. Afinal, é o que Five Nights at Freddy’s 2 quer em muitos momentos em vez de só entregar bonecos robóticos alucinados e matadores. Mas a classificação precisa dos adolescente invadindo os cinemas né?
Assim, na medida que os eventos na Freddy Fazbear’s Pizza se tornam o assunto da cidade, a “nostalgia” toma conta (os moradores organizaram uma celebração chamada de Fazfest), e até um canal do YouTube de “caçadores” de fantasmas apresentado por uma loira carismática (Mckenna Grace, a inimiga número 1 do desemprego) e alguns outros caras que resolvem entrar em lugares estranhos e sombrios, Five Nights at Freddy’s 2 demora para engrenar na história que quer contar nesse segundo filme.
E mesmo quando a trama e as peças desse quebra-cabeça começam a fazer sentido, cada vez fica claro que tudo em Five Nights at Freddy’s 2 soa apenas muito simples. E que não dá para exigir muito do que é apresentado novamente aqui, mas pensei que poderíamos ter algum tipo de melhora ou um salto de qualidade entre os dois filmes.
Claro, o trabalho de Emma Tammi na direção pareceu melhorar, em relação ao primeiro filme, afinal, todas as passagens da história nos anos 80, estão muito bem filmadas. E, visualmente, Five Nights at Freddy’s 2 até usa algumas tomadas de uma forma bastante interessante, mas não é nada que chame realmente a atenção. Já que o roteiro e as conveniências dele acabam sendo muito mais uma distração do qualquer outra coisa, mesmo que os bonecos seguem a impressionar pelos efeitos práticos e tudo mais.
Lail realmente é a melhor coisa do filme, sem dúvidas está anos luz dos colegas. Já Hutcherson, continua a ser o nome que chama atenção para o público comum, mas aqui, mais uma vez, não entrega nada demais (basta ver também sua participação na série I Love LA) e a atriz mirim Piper Rubio apenas está empenhada em retratar uma adolescente tediosa e agora mais raivosa.
Mas também, por mais irritante que Rubbio consiga entrega Abby, não deixa de ser uma satisfação ver uma das melhores cenas Five Nights at Freddy’s 2 ser o “troco” que a menina dá para um professor no meio de uma competição de robótica que acaba por ser invadida pelos amigos animatrônicos da garota. Ou quem ela acha que são seus amigos, afinal, sabemos o destino deles no final do primeiro filme e uma parte crucial para o desenvolvimento da narrativa.
Mesmo com novas ameaças, novos personagens, uma ameaça representada por uma robô de cara branca e cabelos pretos, e um aprofundamento na mitologia dos jogos que tem sido transportadas ao pouco para os cinemas, Five Nights at Freddy’s 2 não faz por merecer sua própria existência e muito menos ter um terceiro filme que ganha força nos momentos finais da sequência. Afinal, em Five Nights at Freddy’s 2 parece quem morre, realmente não morre de verdade, né? Mas se der dinheiro quem sabe as coisas, enfim, melhorem.
Ps: O filme tem uma cena pós-crédito e depois ao longo dos créditos tem uma chamada de voz que dá pistas do futuro da franquia. Então vale a pena ficar durante TODO o crédito.
Five Nights at Freddy’s 2 chega em 04 de dezembro nos cinemas nacionais.
Confira nossa entrevista com os dubladores d Cara de Um, Focinho de Outro.
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