Festival do Rio | The Mastermind | Crítica: Falta ritmo para longa de assalto com Josh O’Connor

O filme esteve na competição de Festival de Cannes e o grande destaque é o ator Josh O’ Connor(The Crown, Rivais)que interpreta um pai de família que se vê envolve em um grande esquema para roubar quadros de uma galeria de arte, nos anos 70, e que vive numa pacata cidade do interior dos EUA.
A diretora Kelly Reichardt (First Cow – A Primeira Vaca da América) consegue aproveitar tudo de O’Connor que realmente está muito bem aqui para contar essa história que na primeira hora é um grande, divertido, estiloso e interessante filme de assalto. O problema é a segunda parte do filme. Arrastada e que fica a deriva igual o personagem de O’Connor que precisa lidar ccom as consequências do roubo, e como isso muda a relação com a família (Alana Haim muito bem como a esposa), com os amigos, e com a vida dele mesmo que agora é investigado pela polícia e precisa fugir.

O filme sofre com um ritmo já que a segunda parte é de longe menos interessante do que a primeira. Mas o trabalho de direção de Reichardt em mostrar o lado absurdo dessa história com os personagens que cercam o protagonista também tendo que lidar com o roubo em si, destaque para um excelente John Magaro (que trabalhou com Reichardt em First Cow) com um amigo que abriga o personagem, nos ajuda a querer saber mais dessa história e o que acontece pós roubo.
E por mais que o filme entregue um final abrupto (e de certa forma cômico em sua própria maneira), o sentimento que poderíamos ter tido mais faz paira no ar. Em resumo: Visualmente muito bonito, com um ótimo Josh O’ Connor, mas, acaba por ser um filme que deixa a desejar por conta de todos os envolvidos.
Filme visto no Festival do Rio em Outubro de 2025.
Confira o trailer:
The Mastermind chega nos cinemas nacionais em 16 de outubro.











