Festival do Rio | Couture | Crítica: Só Angelina Jolie fazendo carão não é o bastante

Achei a premissa de Couture uma bastante interessante e só de ler a sinopse já tinha programado o novo filme da diretora Alice Winocour(A Jornada) para pegar uma sessão no Festival do Rio. Não cheguei a achar que perdi meu tempo, mas também não acho que que tenha sido para mim.

Achei a premissa de Couture uma bastante interessante e só de ler a sinopse já tinha programado o novo filme da diretora Alice Winocour(A Jornada) para pegar uma sessão no Festival do Rio. Não cheguei a achar que perdi meu tempo, mas também não acho que que tenha sido para mim.
Couture se passa na glamourosa e chiquetosa Semana de Moda de Paris e acompanha três personagens distintas que vivem altos e baixos durante esses dias em que estão na cidade da Luz à trabalho. E ao focar na narrativa em três mulheres, com questões pessoais completamente diferentes uma das outras, com desafios profissionais diferentes para serem enfrentados, obstáculos a serem vencidos, jornadas a serem vividas, sinto que faltou um rumo para o filme, em definir quem seria a protagonista, e um norte para a narrativa que estamos aqui acompanhando. Por mais que as histórias se convergiam, e estavam na mesma narrativa, Couture parecia um grande jogo de tênis, onde a cabeça virava para acompanhar onde estava a bola e o que acontecia com esses personagens quando mudávamos de cenário.
Acho que cada uma dessas histórias tem seus momentos e mesmo que sozinhas, se fossem contadas isoladamente uma da outra, realmente não teriam forças para segurarem um filme individual. Afinal, Winocour, meio que usa tramas que são relativamente já batidas, mais do mesmo sobre esse grupo de diretoras, modelos, e mulheres que trabalham na indústria da moda.

Angelina Jolie(pós Eternos, pós Maria Callas) lidera o elenco, está muito bem, e é o grande chamariz para Couture, onde interpreta uma diretora que recebe uma notícia devastadora dias antes de finalizar um projeto que será apresentado na semana de Moda e começar a produção do próximo longa. Particularmente, quem surpreende aqui é a atriz Anyier Anei(com um olhar penetrante e uma beleza igual a Lupita Nyong’o) que interpreta uma modelo africana recém chegada no país para seu primeiro desfile para uma grande marca de luxo. Já a terceira protagonista fica com Ella Rumpf,uma maquiadora que quer mudar de vida, e que realmente entrega a trama mais fraca do filme.
Como falei, as três histórias meio que no final acabam por se entrelaçarem, mas toda vez que estavámos numa parte boa, a diretora e a edição, mudam para outra. E, às vezes, eu só queria ver Jolie e Louis Garrel(numa participação rápida)juntos em cena antes que o filme mudasse a narrativa para outra personagem. Em resumo, não achei ruim, apenas um filme que demora para mostrar para que veio e definir sobre quem é essa história contada aqui. Mas a cena do desfile comandado pela diretora e com a presença das modelos a céu aberto, nos momentos finais, é um espectáculo de bonita.
Filme visto no Festival do Rio em Outubro de 2025.
Couture tem distribuição da SYNAPSE no Brasil, mas não tem previsão de estreia no país no momento.











