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Festival do Rio | Balada de Um Jogador | Crítica: Apostar em Colin Farrell é vencer

Balada de Um Jogadorestava na minha lista de filmes para ficar de olho em 2025 desde que foi anunciado e por inúmeros motivos. Mas cito três aqui. O primeiro deles: ia ser o novo do diretor Edward Berger depois de Conclave (que passou no Festival do Rio no ano anterior) e só por isso já teria minha atenção; o segundo: seria um filme que teria o talentoso Colin Farrell como protagonista depois de fazer a rapa em todos os prêmios na temporada televisiva com a minissérie Pinguim em que o ator reprisaria o papel do icônico vilão visto em Batman do diretor Matt Reeves. E em terceiro, mas não menos importante que os outros dois: seria um filme que iria apresentar uma história que se passaria em cassinos e sub-mundo das apostas em Macau?

Para mim, era sim. E confesso que me diverti muito com o filme.

Foto: Cortesia do Festival do Rio.
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Balada de Um Jogador é o filme mais fraco de Berger depois dos ótimos Nada de Novo no Front e Conclave? Sim, mas isso não quer dizer que o filme não entregue visuais espectaculares, uma narrativa que te envolve, e seja melhor que 80% das coisas que estreiam semana após semana na Netflix.

Das cenas no cassino em que vemos Lord Doyle (Farrell numa pinta de 171) testar a sorte noite após a noite, para as dentro do quarto que o personagem de Farrell mora há meses, até que recebe um ultimato da gerência, e precisa juntar o somatório que ele deve o mais rápido possível para pagar o hotel antes de ser expulso, ou até mesmo as cenas noturnas na cidade banhada de luz neon, enquanto o personagem navega pelas ruas ao lado da personagem da atriz Fala Chen, ou também quando ele foge da credora que vem coletar suas outras dívidas e é interpretada pela ótima Tilda Swinton, Balada de Um Jogador sabe fazer um filme estiloso e Berger mais uma vez acerta na ambientação, misturada com uma trilha sonora cativante para nos transportar para dentro dessa história.

Foto: Cortesia do Festival do Rio.

E por mais caprichado que Balada de Um Jogadorseja. Não dá para negar Farrell é o momento aqui. E por mais caprichado que Balada de Um Jogadorseja. Não dá para negar Farrell é o momento aqui. Lord Doyle deve para meio mundo, mas não perde a pose, a arrogância, e vai noite após noite tentar a sorte. Ele só precisa de uma boa mão! Assim, a mistura do olhar afiado de Berger para entregar boas passagens e um contagiante Farrell, Balada de Um Jogadoracaba por fazer um filme com um excelente estudo de personagem.

No meio das apostas, da senhora irritante que aposta com Lord Doyle, Balada de Um Jogador um filme sobre cobiça, ego e vício que o ator tira de letra em todas cenas que aparece surtado, bêbado e drogado. O jogo de gato e rato Carrell e Swinton jogam garantem um humor bastante especifico para o filme e a dinâmica entre os dois é uma aposta certa e dá certo.

Com algumas reviravoltas bem bacanas, no melhor estilo da franquia Onze Homens e Um Segredo, Balada de Um Jogador entrega um bom filme e um meio que encerra o grande ano que o ator teve. Fico feliz de ter apostado e ter visto esse na telona em plena quinta-feira, 17h da tarde e não em casa quando chegar na Netflix nas próximas semanas. Quem venceu essa fui eu.

Filme visto no Festival do Rio em Outubro de 2025.

Avaliação: 3.5 de 5.

Confira o trailer:

Balada de um Jogador chega na Netflix em 29 de outubro.

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