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Dupla Perigosa | Crítica: Jason Momoa e Dave Bautista são puro carisma

É fundamental para filmes como uma Dupla Perigosa (The Wrecking Crew, 2026) ter uma protagonistas que demonstrem terem não só carisma, mas também que consigam entregar, em tela, uma boa relação juntos. É faz dar certo e é base sólida para qualquer produção que se arrisque a querer se aventurar nesse sub-gênero, que normalmente tem uma trama de investigação policial, com algumas reviravoltas, e com, pelo menos, dois personagens com personalidade opostas um do outro. 

E aqui, é inegável que Jason Momoa e Dave Bautista tenham isso e usam isso a favor para fazer Dupla Perigosa dar certo.

Foto: Jason Laciste/Prime – © Amazon Content Services LLC
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É o borogodó, o gingado, o molho dos dois que fazem mais por esse filme de ação do que qualquer outra coisa. Afinal, Dupla Perigosa poderia ser mais um filme genérico desses de ação que saem adoidado por aí todos os anos. 

Mas é por termos Momoa (sempre no seu modo operante de sempre independente se na DC como o Rei dos Oceanos ou na franquia Velozes e Furiosos) e Bautista (que tem se mostrado um bom ator fora do universo da Marvel Studios) que fazem de Dupla Perigosa os responsáveis por darem um tempero especial e que fazem o filme se destacar em diversas ofertas parecidas.

E aliado a isso, talvez, seja a presença do diretor Angel Manuel Soto (do longa de super-herói Besouro Azul) que garante a latinidade toda que Dupla Perigosa tem e oferece. Afinal, Dupla Perigosa é um filme de emoção, calor, e de certa forma família. Quer ser mais latino que isso? E de bagagem do longa da DC, Soto trouxe uma certa experiência para cenas de ação e de perseguição que aqui contribuem para esse filme (que poderia muito bem ter sido lançado nos cinemas e não só ser exclusivo no Prime Video), e claro, o bom uso dos protagonistas nelas.

Como irmãos que trocam socos entre si e nos bandidos, Momoa e Bautista entregam o máximo de diversão possível na medida que vemos esses personagens quando eles não só voltam a se falarem, depois de anos afastados, como também precisam investigar os acontecimentos que envolve a morte do pai que eles não tinham muito contato. 

Foto: Jason Laciste/Prime – © Amazon Content Services LLC

O roteiro de Jonathan Trooper (que trabalhou com Momoa na série See da Apple), claro não é nada daqueles brilhantes, rebuscados ou geniais, mas até que faz Bautista e Momoa entregam frases de efeito que combinam com toda a pataquada que vemos os “meio-irmãos” James (Bautista) e Johnny (Momoa) embarcarem quando eles são perseguidos por criminosos que ameaçam eles e a família deles.

Até a carismática Maia Kealoha, a Lilo do live-action de Lilo & Stitch, dá as caras aqui. E como um bom filme do gênero, claro que um é o irmão certinho (o de Bautista) e o outro o porra louca (o de Momoa), mas que calham como uma leva para o tipo de história que Dupla Perigosa quer contar.

E na medida que eles começam a investigar as pistas que o pai deixou, para o desespero do chefe de polícia local (Stephen Root encarnando o típico policial de filme de ação!), e com a ajuda de um jovem 171 chamado Pika (Jacob Batalon dos filmes do Homem-Aranha) que trabalhava com o falecido, e depois com a presença de Valentina (Morena Baccarin no começo de um bom ano com esse, Destruição Final 2 e com o filme do He-Man), a namorada (ou melhor ex-namorada) de Johnny que aparece na trama para movimentar tudo, o longa parte para desvendar uma grande conspiração.

Assim, esse grupo nada ortodoxo começa a seguir as informações que descobrem, enquanto fogem dos mais diversos tipos de bandidos, desde sindicatos do crime do Havaí até mesmo a máfia japonesa. E isso causa um certo senso de urgência para filme e que faz as mais de 2 horas que Dupla Perigosa passar mais rápido.

E Soto consegue entregar boas passagens. Por exemplo, a cena de perseguição deles, em uma minivan, pela estrada, voltando do aeroporto é hilária, bem coreografada e no melhor estilo Velozes e Furiosos. É o grande destaque do filme, sem dúvidas.

E por mais que o texto de Trooper demora para nos apresentar quem é o vilão (ou pelo menos um deles, como todo bom filme do gênero), aqui um carismático Claes Bang, ou até mesmo brinca com o fato que ele mesmo é o vilão do filme, Dupla Perigosa segue a cartilha a risca do que podemos esperar da história, das reviravoltas, e do final do longa. Particularmente eu saquei o que ia acontecer lá na medida do filme.

Às vezes um feijão com arroz é a melhor opção se feito corretamente e o longa segue tudo que é esperado para acontecer nesse filme. E no final, por mais que o espetáculo domine o show, Dupla Explosiva entrega um bom, divertido e explosivo show e isso se dá pelo elenco que realmente sabe elevar o material apresentado. 

Nota:

Dupla Perigosa chega em 28 de janeiro no Prime Video.

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Miguel Morales

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