Lembrando aqui o quão desesperador foi acompanhar a jornada da família Garrity lá no primeiro Destruição Final: O Último Refúgio (2020), afinal, estávamos em pandemia e ver esses personagens liderarem com o fim do mundo era um pouco perto demais do que estávamos vivendo.
Era o tipo de filme que Gerard Butler tava fazendo a rodo, e curiosamente, esse era um dos melhorzinhos dele que tinham saído até então. E Destruição Final também tinha a presença da brasileira Morena Baccarin no elenco, então era, de certa forma, um filme que depois, na sua própria jornada, fez bastante sucesso no streaming e com isso a sequência foi encomendada.
E aqui estamos com Destruição Final 2 (Greenland 2: Migration, 2026), anos mais tarde, e acompanhando também esses personagens alguns anos depois que eles encontram refúgio para sobreviverem ao final do mundo que foi devastado por um grande cometa que se colidiu com a Terra.
Destruição Final 2 então meio que é as consequências do final do primeiro filme, e ainda, vermos como John (Butler), Allison (Baccarin) e o filho deles Nathan (aqui Roman Griffin Davis) estão anos depois. O diretor Ric Roman Waugh está de volta no comando da sequência, mas sinto que o espectáculo e uma certa urgência na narrativa ficou com o primeiro filme, afinal, Destruição Final 2 meio que parece um filme de meio de trilogia sabe? Continua a história e ainda deixa as portas abertas para continuarmos….mas será que teremos algum dia um Destruição Final 3? Pelo andar da carruagem não.
Afinal, se Destruição Final 2 falha em ter o mesmo impacto da narrativa, ou de efeitos visuais, que o primeiro teve quer dizer que é um filme ruim? Absolutamente não, eu até me diverti, mas definitivamente é um filme para se ver no streaming se você busca esses filmes de destruição e tudo mais.
Não é que a trama tenha mudado muito de um filme para, ou ficado mais perigosa para os Garrity agora, afinal, o esquema da sequência é o mesmo: a arca que eles passaram os últimos anos tenha se tornado cada vez mais inabitável e o conselho de liderança começa a cogitar se eles vão sair de lá ou se vão ficar por lá mesmo nas condições precárias que tem vivido.
E esse começo serve para introduzir alguns personagens fora da família Garrity, como é o caso de Adam (Trond Fausa), que serve como uma espécie de líder o grupo de refugiados, e também da Dra. Casey (Amber Rose Revah) que é uma cientista que defende a possibilidade que o cometa Clarke tenha criado, na região que caiu, uma área com grandes chances de surgir uma nova vida e longe dos efeitos colaterais, da poluição e radiação que o impacto deixou na atmosfera da Terra.
O único problema? A tal região fica no meio da Europa, e num lugar controlado por diversas facções e de soldados do que restou, do que eram, os países do continente. Assim, a máxima que Destruição Final 2 trabalha é: se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Mas a família Garrity embarca nessa nova aventura para bem temos como justificar essa sequência.
Então Destruição Final 2 volta a se comportar como um filme vídeo game, onde diversas etapas e obstáculos precisam ser enfrentados por esse grupo na medida que eles tentam não só chegar na Europa, mas também se deslocar pela região.
Claro, alguns momentos geram um tipo de tensão que remete ao primeiro filme, mas é tudo meio protocolar em Destruição Final 2 que parece que estamos lá no piloto automático só esperando os três protagonistas chegarem na tal região prometida. Butler está no seu modo pai em filme de ação e nada de mais, Baccarin idem, mas é responsável por algumas das melhores frases que o roteiro entrega, mesmo que algumas acabam por soarem um pouco motivacionais demais e Griffin Davis nem parece entregar o mesmo carisma que teve em Jojo Rabbit.
E assim, os Garrity, no meio do caminho dessa nova jornada, claro, eles não só encontram aliados como também novos inimigos. E tirando uma cena em que eles precisam atravessar o que sobrou do Canal da Mancha (a região que liga a Inglaterra, uma ilha, com a França, o continente) que é a mais angustiante do filme e que realmente pareceu que tudo ia dar errado para eles, Destruição Final 2 se mostra ser bem plano no que quer mostrar.
Claro, temos algumas reviravoltas aqui e ali na medida que o grupo cruza caminho com um general francês (William Abadie de Emily In Paris) e a filha Camile (Nelia Valery) lá para os momentos finais do filme, mas Destruição Final 2 não chega a surpreender para ir com a história para um caminho que não tenha sido flertado desde do começo.
No final, Destruição Final 2 é vítima do próprio sucesso e não justifica sua própria existência. Uma pena já que a família Garrity lutou tanto para chegar no Greenland e depois para sair e encontrar um novo refúgio na Europa. Mas também quantos mais apocalipses eles precisam enfrentar né?
Destruição Final 2 em cartaz nos cinemas nacionais.
Confira nossa entrevista com os dubladores d Cara de Um, Focinho de Outro.
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