Com mais de seis anos de operação no Brasil, o Disney+ busca formas de se destacar frente aos concorrentes no país e na América Latina.
E com isso, a Disney no país tem focado em um programa de benefícios e é a primeira plataforma de streaming a ter um. E essa arma secreta, é uma coisa que o Disney+ quer que seja não tão secreta assim e que mais assinantes descubram e engaje.
Em novembro de 2025, a empresa reportou que o número de assinantes do Disney+ ultrapassava 196 milhões em todo o mundo. Aquela reunião com investidores, que marcou o início do ano fiscal de 2026 da companhia, foi a última em que dados do tipo foram divulgados, seguindo uma tendência já adotada por outros serviços de streaming.
Atualmente, os números são diferentes, e não são mais reportados publicamente. Afinal, se a primeira fase da “guerra dos streamings” foi focada na aquisição de novos assinantes, o momento atual é de retenção e engajamento da base existente.
Diante desse cenário, uma das principais apostas da gigante do entretenimento é o programa de benefícios. A iniciativa tem gerado bons resultados, como afirmou Juliana Oliveira, Vice-Presidente de Direct-To-Consumer do Disney+ Brasil, em entrevista ao site e outros membros da empresa. “Vimos que, geralmente, quem utiliza o programa consome mais conteúdo do que quem não utiliza.”, comenta a executiva.
Confira mais detalhes abaixo.
Trata-se de um programa de fidelidade exclusivo para assinantes da plataforma. Por meio dele, os usuários têm acesso a descontos em produtos e serviços, acessos antecipados, promoções exclusivas, experiências diferenciadas e muito mais.
O perfil dos assinantes que utilizam o programa reflete a diversidade da própria base do Disney+: abrange desde famílias com crianças pequenas e adolescentes até adultos solteiros.
“O público do Disney+ é bastante eclético. Acho que isso se traduz muito bem na nossa estratégia por trás do programa de benefícios”, afirma Juliana.
Para atender a um público tão variado, a Disney baseia suas parcerias em pesquisas constantes de mercado. Marcas como Spotify e McDonald’s foram integradas para garantir relevância e presença no cotidiano dos consumidores.
“Fazemos muitas pesquisas de mercado para entender que tipo de benefício nossos assinantes querem ter. Com base nesses dados, definimos a nossa estratégia. Se é algo relacionado à alimentação, buscamos os maiores players, como o McDonald’s, que está presente em todo o Brasil. Se é música, falamos com o Spotify”, completa a executiva.
Segundo a executiva, o Disney+ Benefícios é peça-chave na estratégia de retenção de assinantes, e os índices de adesão até agora superaram as expectativas.
“Vimos uma adesão muito boa ao programa. Não posso divulgar a porcentagem exata da nossa base que já o utiliza, mas tínhamos uma meta para o final de setembro, encerramento do ano fiscal da Disney, e conseguimos ultrapassá-la em apenas nove semanas”, revela.
Na América Latina, o programa foi lançado prioritariamente no Brasil, México e Argentina, os maiores mercados da região em número de assinantes.
A Disney monitora o sucesso da iniciativa por meio de duas métricas centrais:
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