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Away | Crítica 1ª Temporada: Lentamente esperançosa, uma viagem de conhecimento rumo a Marte

A Netflix entrega em Away uma leveza de esperança de uma viagem a Marte cheia de percalços, tecnologia e muito conhecimento. Mesmo com desenvolvimento lento, a série acerta ao trabalhar o drama de seus personagens com o medo no horizonte, sem saber o que poderá vir pela a frente, mas com a esperança de trazer algo novo para a humanidade.

Com a atriz Hilary Swank como protagonista, e muito bem nos momentos mais dramáticos, a série ainda conta com Josh Charles, Vivian Wu, Mark Ivanir, Ato Essandoh, Ray Panthaki e Talitha Bateman, e é importante citar o nome de todos, pois cada um tem seus momentos em tela que são muito bem explorado, e que nos faz conectar com essa trama criada por Andrew Hinderaker (Penny Dreadful).

Imagem: Netflix
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Em Away acompanhamos a união de Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e Índia na busca dos primeiros passos humanos em Marte. A série pula a colônia da Lua, onde temos a base de lançamento da Atlas em direção ao planeta vermelho, mas tudo é tão bem desenhado que entendemos a necessidade da série de fazer isso. É com a força de Emma (Swank) que garante a personagem a esperança de ir até o desconhecido.

Em seus 10 episódios, a série busca mostrar os dramas dos tripulantes e como eles chegaram até aquele momento, no espaço, tendo de confiar um nos outros, afinal, tanto tempo sem gravidade causa diversos problemas para eles, como a cegueira de Misha (Ivanir) ou a perda da sola dos pés de Kwesi (Essandoh).

As diferenças políticas dos países são deixadas de lado um pouco durante seus episódios, mas as culturais são muito bem abordadas, como o fato de Lu (Wu) não ser aceita pelo pai que queria um filho, ou até mesmo ela lidar com sua sexualidade e vontade de estar com Mei (Nadia Hatta), mas ter que lidar com um casamento sem amor e esperar a criação do filho para ele entender as coisas.

Imagem: Netflix

Misha tem seus problemas com a filha e precisa aprender a se conectar com ela, pois desde a morte de sua mãe ele se afastou, deixando-a para ser criada pelos tios. Já Ram (Panthaki) lembra de como ficou doente com febre tifoide quando criança e sobreviveu, mas seu irmão veio a falecer. Todos esses dramas são expostos enquanto Away busca mostrar a conturbada viagem dos personagens a Marte.

Em todos os episódios a tripulação da Atlas precisa lidar com alguma adversidade, como o sistema de energia solar que falha ao abrir uma de suas pás, ou o sistema de reciclagem da água que começa a falhar, deixando-os com metade do suplemento. A forma como Away busca contornar isso e a ligação cm Houston, na Terra, acaba por fazer tudo valer a pena, novamente, mesmo com episódios que por muitas vezes parecem lentos.

ALERTA DE SPOILER!

Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos da série/filme.
Continue a ler por sua conta e risco.

1×01 – Go, o ponto de partida da série, é bem interessante em sua abordagem, mas é no 1×02 – Negative Returns que a série realmente me pegou, pois o drama na abertura dos painéis solares que o episódio mostrou foi agonizante, e serviu para Emma e Misha colocarem algumas diferenças de lado para resolver tudo. A fofoca sobre a sexualidade de Lu em 1×03 – Half of the Sky é muito bem abordado e leva a personagem a uma nova abordagem com os tripulantes, que a ajudam a conversar com Mei, burlando a vistoria de suas ligações pela China.

Imagem: Netflix

Se Away mostra os problemas dos tripulantes na Atlas, na Terras as coisas são bem intensas, pois Alexis (Bateman) tem de lidar com a ausência da mãe, o medo de ter o gene que pode lhe deixar como o pai, além do primeiro amor, Isaac, e as rebeldias adolescentes por conta da pressão de tudo isso.

Matt (Charles), esposo de Emma, é intenso e o derrame o faz perder os movimentos das pernas, e no episódio de Natal, 1×05 – Space Dogs, a forma como a série aborda a situação dele preso em uma cadeira de rodas na Terra, enquanto Emma está desbravando o espaço, é sensacional. O paralelo que traçam o coloca em uma situação delicada, mas ele não se deixa ficar nela, e logo coloca isso de lado e volta para a NASA.

Imagem: Netflix

Os problemas ficam sério quando a Pegasus, uma nave de suplementos, some do radar e resta a tripulação a colocar novos problemas de lado, como os medos e receios de Emma que aceita voltar a Terra, para buscarem a esperança necessária para seguir em frente.

Ao longo de seus dois últimos episódios, 1×09 – Spektr e 1×10 – Home, a tensão fica ainda maior tanto na Terra, quanto na chegada a Marte. Chega a ser engraçado falar como é bom e angustiante assistir esses momentos finais. Os momentos de tensão para conseguir água da redoma de proteção de radiação da nave foram imensuráveis, mas é o pouco que nos alivia.

Imagem: Netflix

A série soube narrar sua história de forma exuberante durante os seus 10 episódios e nisso Away, mesmo lenta no desenrolar de alguns momentos, consegue nos agarrar nos métodos e citações científicas. Cada detalhe dito pela tripulação da Atlas é sensacional, desde conseguir água, até o processo de comida e cultivo.

O que seria a despedida das famílias foi algo sensacional e a emoção ficou a flor da pele, mas no fim quem não gostou muito foi a parte chinesa da missão, pois foi dito que Lu seria a primeira a pisar no planeta e enviar a foto, só que como eles não deram informações sobre Mei, ela tirou a foto como deveria, com todos ao seu lado.

Away se mostra instigante em diversos momentos e não há como não querer ver o desenrolar da série com a tripulação sozinha em Marte e o que de perigoso pode render para eles. A viagem foi de tirar o fôlego em alguns momentos, e, particularmente, fico ansioso para ver mais deste universo que criaram.

Away em seus 10 episódios disponíveis na Netflix.

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Danilo Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de cinema, televisão e teatro...

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