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Ataque Brutal | Crítica: Teve momentos que eu torci para os tubarões

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Com Ataque Brutal (Thrash, 2026), fica claro que nem Phoebe Dynevor e também nem o colega Regé-Jean Page, de Bridgerton, vão conseguir deixar as produções de streaming e partir para os cinemas, e terem sucesso, assim tão fácil. Eles são bons, claro, mas ainda têm muito chão para percorrerem.

Afinal, por mais que em algum momento Ataque Brutaltenha tido um lançamento nos cinemas pela Sony Pictures, o estúdio resolveu mandar o longa de tubarão/sobrevivência/desastre para a Netflix, onde Dynevor foi lançada com Bridgerton e também depois com o suspense Jogo Justo (2023).

Phoebe Dynevor as Lisa in Thrash. Cr. Ben King/Netflix © 2026.
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E Ataque Brutal tem todas as variáveis que fazem realmente esse filme ser uma história ideal para ser vista no streaming. Claro, o roteiro de Tommy Wirkola(que também dirige o filme no primeiro dele no ano e com Noite Infeliz 2vindo aí) dá uma pirada, coloca tempestades, enchentes, furacões, tubarões, grávidas, crianças prodígio e uma jovem com fobia social, enquanto vemos uma cidade da costa litorânea dos EUA ser dizimada por uma catástrofe climática.

Mas, talvez, o grande problema de Ataque Brutal esteja na quantidade de personagens burros que o filme apresenta e que, em parte, me fez ter momentos em que eu estava torcendo para os tubarões terem seus lanchinhos. Nhac nhac.

Claro, os efeitos especiais de Ataque Brutalsão bem feitos, pelo menos para serem vistos na TV da minha casa, e não no cinema, desde o momento das destruições das casas, quando a água começa a invadir as ruas da cidade, até mesmo a forma como a água circula entre as casas e faz com que os personagens precisem buscar abrigo. A direção de Wirkola sabe utilizar bem os diversos ângulos e consegue, sim, criar um sentimento de tensão para as cenas e para o que, por mais surreal que seja, os personagens estão vivendo.

Com a trama diluída em quatro arcos principais, que depois viram três, isso dá a Ataque Brutaluma sensação desesperadora e angustiante de tensão. E isso somado às decisões que os personagens tomam quando a situação começa a escalonar e com personagens que demoram para entender que o furacão está vindo e que a destruição vem, é quase como termos uma alegoria para os momentos pré-pandêmicos, já que podemos muito bem trocar “é só uma chuvinha!” por “é só uma gripezinha”, e bem, vimos o que aconteceu, né?

Assim, vemos a jovem grávida Lisa (Dynevor, ficando craque em personagens irritáveis e com quem depois você se acostuma) correr contra o tempo para sair da cidade, já que está a momentos de parir o filho e, mesmo assim, foi trabalhar; Dakota (Whitney Peak), uma jovem com fobia social depois que a mãe morreu e que vive dentro de casa, com medo de sair e enfrentar o mundo; Dale (Djimon Hounsou, sempre muito bem), um cientista local que pesquisa o comportamento dos tubarões e outros animais; e ainda os três irmãos Dee (Alyla Browne), Will (Dante Ubaldi) e Ron (Stacy Clausen), que ficam presos na cidade porque o pai adotivo (Matt Nable) não acredita que o furacão é tão perigoso assim.

Whitney Peak as Dakota in Thrash. Cr. Netflix © 2026.

Ataque Brutal então acompanha esses núcleos enquanto as enchentes aumentam e eles precisam lidar com os tubarões que circulam pelo lugar. Lá no fundo, o filme pode ser uma grande alegoria sobre maternidade e família, mas o texto não chega a ser tão bem desenvolvido assim para isso. Com 1h20min, o longa não se dá o trabalho de explicar muita coisa, nem de desenvolver os personagens mais do que desenvolve, e se apoia em boas conveniências para fazer a história correr sem olhar para trás. Mas, é inegável que entrega boas cenas, mesmo que poucas, principalmente uma que envolve dinamites e meio que redefine música A Thousand Miles depois de As Branquelas, e outra em que alguém (sem spoiler) realmente sai na mão com um tubarão.

No final, Ataque Brutal faz um filme enxuto, divertido pelas cenas de perseguição, pelo fator surpresa das mortes e por vermos como esses personagens vão tentar sobreviver e os planos que eles bolam para saírem vivos dessa. Depois de Predadores Assassinos e Sob as Águas do Sena, Ataque Brutal entra nesse hall de filmes de desastre e se torna uma opção para se ver no streaming, se você for amante de filmes do gênero, esse é um que não ofende.

Nota:

Ataque Brutalestá disponível na Netflix.

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