Share

44ª Mostra SP | Sweat – Resenha

Publicidade

Longa do diretor Magnus von Horn faria parte da Seleção de Cannes na edição 2020 do Festival que foi cancelada por conta do coronavírus.

Sinopse:

Sylwia é uma digital influencer com milhares de seguidores, ávidos por suas dicas sobre exercícios físicos e um estilo de vida fitness. Apesar de tantos admiradores, conhecidos e funcionários fiéis, ela procura uma relação de intimidade verdadeira e que tenha algum significado com alguém.

Durante os três dias em que acompanhamos a rotina de Sylwia, a narrativa do filme se pergunta como é a vida dos digital influencers quando o celular está desligado, observando seu tédio e solidão.

Publicidade

O que achamos:

O quanto você se empenha nas suas redes sociais e principalmente na sua conta de instagram?  Para Slywia a resposta é clara: muito, ela se empenha muito e sua bastante para dar para os seus mais de 600.000 de seguidores um pouco de como é sua vida. Mas para Slywia não existe isso de um pouco, é muito, e é basicamente tudo que ela tem. 

Sweatfoi uma daquelas coisas mágicas que só acontecem em época da Mostra SP, você navega pela programação cheia de nomes pouco conhecidos, e precisa decidir qual desses filmes vale a pena gastar por umas 2 horas. E te garantimos, com Sweat você não vai se arrepender.

O drama polonês entrega um intenso e triste olhar sobre o poder das mídias sociais com uma atuação completamente sedutora de sua protagonista, a atriz polonesa Magdalena Kolesnik.

Foto: Mostra SP

O mais interessante de Sweat é que nem o filme, nem Kolesnik, não retratam Slywia como uma coitadinha vítima das garras das redes sociais, e sim uma garota esperta, uma pessoa com sentimentos, emoções, dias bons e dias ruins, que sim usa o poder do seu alcance para criar um império de ginástica e fitness. Claro, Slywia é vulnerável e ganha mais notoriedade após uma sequência de stories que fala que se sente sozinha e comenta que gostaria sim de ter um namorado.

Ao sair dessa concha perfeita, cheia de eventos, mimos, e uma aparência perfeita é que Slywia parece se entender mais como pessoa. A atuação de Kolesnik é excelente e varia entre a figura público super enérgica e alto astral para uma figura privada mais contraída e introvertida quando é apenas ela, e seu cachorro Jackson, na calada da noite. O roteiro também é de Magnus von Horn e leva Slywia para uma espiral de opções erradas, onde ao longo de três dias que acompanhamos a jovem tendo uma crise de consciência sobre seu trabalho. E a chegada de um stalker que ronda seu prédio parece não facilitar a vida da jovem.  Claro, Sweat parece levar sua trama para um lado em termos de falar sobre o poder das redes, mas também vai para outro mais surtado, com a chegada desse cara em específico que desestabiliza ainda mais o emocional da jovem e garante intensas e pesadas cenas.

Sweat abusa de cores vibrantes e cheia de vida para mostrar o lado mais influencier de Slywia e outras mais opacas para quando vemos a jovem refletir sobre tudo isso de uma forma bastante introspectiva. Seja a relação com a mãe, e com o resto da família, que gera um almoço bem explosivo, ou ainda uma saída com um colega instrutor (Julian Swiezewski) tudo é construído para deixar essa dúvida sobre como Slywia se compreende como pessoa.

ma das cenas mais interessantes é quando ela encontra uma colega e elas desabafam sobre a vida e o que para Slywia é um momento importante para a outra mulher é apenas uma oportunidade de conseguir uma selfie para uma mega celebridade.

No final, Sweatfaz a gente suar na cadeira e torcer que nada de ruim aconteça com a jovem. Uma das surpresas da 44ª Mostra SP sem dúvidas.

Filme visto em sessão virtual da 44ª Mostra Internacional de São Paulo em Outubro de 2020.

Publicidade

Publicidade
Publicidade

Você também pode gostar

error:Vamos com calma no copiar e colar!
Publicidade
Publicidade