10 filmes nacionais para prestar atenção no Festival do Rio; confira destaques.

A Mostra Première Brasil é uma das mais importantes do Festival do Rio e apresenta novos projetos entre filmes, documentários e curtas nacionais dos mais variados assuntos e temas.
E para a edição 2025 temos novos projetos de nomes como Gabriela Amaral Almeida (O Animal Cordial, 2017) e Mauro Lima (Meu nome não é Johnny, 2008) e ainda projetos estrelados por Isis Valverde, Renato Góes, Paolla Oliveira, Bruna Linzmeyer, Alejandro Claveaux, entre outros.
Alguns filmes já possuem data de estreia e usam o Festival como uma vitrine, com sessões antecipadas para os cinéfilos. Outros, usam o Festival para buscarem distribuição com estúdios e streamings.
Confira uma lista com 10 de filmes nacionais inéditos para ficar de olho no Festival do Rio.
- Virtuosas (Première Brasil: Em Competição – Ficção)

Depois de apresentar o longa no Marché du Film, o maior mercado de cinema do mundo, que ocorre durante o Festival de Cannes, a diretora Cíntia Domit Bittar estreia o filme no Festival do Rio.
Um retiro VIP para mulheres em busca de sua melhor versão se transforma em uma jornada absurda e perigosa.
No elenco temos as atrizes Bruna Linzmeyer, Juliana Lourenço, Maria Galant, Sarah Motta e Brisa Marques.
- Timidez (Première Brasil: Competição Novos Rumos)

Jonas é um jovem artista negro que vive à sombra de Nestor, seu irmão autoritário — uma presença sufocante com quem divide a casa e os silêncios. Mas quando Lúcia, a vizinha do andar de cima, aceita um convite para jantar, Jonas precisará enfrentar seus próprios fantasmas, e começa a duvidar de si mesmo.
No elenco temos Dan Ferreira, Antônio Marcelo, Evans Jeyssan, Jane Santa Cruz e Ridson Reis.
- Ruas da Glória (Première Brasil: Em Competição – Ficção)
Do diretor Felipe Sholl (Fala Comigo, 2016), o longa é estrelado por Alejandro Claveaux, Caio Macedo, Diva Menner, Jade Sassará, Alan Ribeiro e Sandro Aliprandini.
A trama acompanha Gabriel, um jovem que se muda para o Rio de Janeiro e fica obcecado por Adriano, um garoto de programa, depois de sofrer uma grande perda. Quando Adriano desaparece, Gabriel inicia uma jornada de investigação até se tornar ele mesmo um acompanhante. Isso quase lhe custa a vida.
- Quase Deserto (Première Brasil: Em Competição – Ficção)

Do diretor José Eduardo Belmonte (dos filmes Alemão, Alemão 2, Uma Família Feliz), o filme se passa em uma Detroit pós-pandêmica, onde dois imigrantes latinos indocumentados se veem envolvidos em um assassinato e, sem querer, resgatam a única testemunha: uma mulher com uma síndrome rara que lhe dá olhos infantis, dificuldades de socialização e uma percepção além do comum, onde ela enxerga o que ninguém mais vê. Agora, essa tríade improvável protagoniza sua própria aventura, onde redenção, traição e ironia se entrelaçam em meio aos escombros de uma cidade que esconde segredos sujos sob o disfarce de reconstrução.
No elenco temos os atores Angela Sarafyan, Vinícius de Oliveira, Daniel Hendler, Alessandra Negrini, Thais Gulin.
- Quatro Meninas (Première Brasil: Geração)

É o primeiro longa da diretora Karen Suzane depois do curta-metragem A Mulher que Eu Era.
Brasil, 1885. Em um internato feminino no interior do país, quatro meninas negras escravizadas planejam fugir. Suas senhoras brancas descobrem a trama e exigem seguir com elas. Forçadas a ficar juntas, encontram abrigo em uma velha casa de fazenda, onde desafiarão as estruturas de poder e explorarão seus desejos e identidades individuais, desenvolvendo novos relacionamentos e modos de vida.
- O Homem de Ouro (Première Brasil: Hors Concours)

Com direção de Mauro Lima (Meu nome não é Johnny), o filme tem no elenco os atores Renato Góes (visto em Vale Tudo) e Luisa Arraes (Grande Sertão, Transe) e acompanha os eventos da vida de Mariel Mariscot, um ex-policial do Rio de Janeiro durante as décadas de 1960 e 70. Ele ganhou notoriedade pelo envolvimento com a Scuderie Detetive Le Cocq, uma organização não-oficial formada por policiais durante a ditadura militar do Brasil e que se tornou o mais infame esquadrão da morte do país. A jornada do policial bandido é ilustrada pelo olhar de personagens que tiveram as vidas impactadas por ele: a atriz Darlene Glória, o policial Tigrão, a performer Rogéria, o jornalista José Gonçalves, a sobrinha Soninha e outros.
Uma produção da DOWNTOWN FILMES.
- Ato Noturno (Première Brasil: Em Competição – Ficção)
Dos diretores Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, o longa estreou no Festival de Berlim em Fevereiro e segue um ator ambicioso e um político em ascensão vivem um caso em sigilo e, juntos, descobrem ter fetiche por sexo em lugares públicos. À medida que se aproximam da fama, mais intenso se torna o desejo de se colocarem em risco. Um lançamento da Vitrine Filmes.
- A Herança de Narcisa (Première Brasil: Competição Novos Rumos)

Paolla Oliveira (no ar na reta final da novela Vale Tudo) estrela o novo longa da dupla Clarissa Applet e Daniel Dias.Na trama, uma mulher assombrada pelas memórias da sua recém-falecida mãe, uma ex-vedete chamada Narcisa, decide vender o casarão de infância que herdou e dividir o dinheiro com o irmão, Diego. Porém, o sombrio processo de limpeza revela uma herança bem diferente do que ela imaginava.
- Quarto do Pânico (Première Brasil: Midnight Movies)

No elenco dessa versão nacional do longa do diretor David Fincher temos os atores Isis Valverde, André Ramiro, Caco Ciocler, Clarissa Kiste, Dudu de Oliveira, Leopoldo Pacheco, Marco Pigossi e Mariana Santos.
Segundo a sinopse, o longa uma mulher que após perder seu marido e mudar de casa, se vê obrigada a se refugiar, com a filha, em um quarto secreto quando ladrões invadem a residência para roubar algo que se encontra justamente onde as duas estão escondidas.
- Love Kills (Première Brasil: Em Competição – Ficção)
No centro de São Paulo, devastado pelo crack, uma jovem vampira, Helena, assombra um café sujo, cativando um garçom ingênuo. À medida que o garçom descobre os segredos dela, assim como o submundo da cidade, passa a ser atraído para um mundo perigoso de intrigas imortais, desafiando a própria mortalidade.
É a aposta do Brasil para tentar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025 e não poderia ficar de fora da lista.
- O Agente Secreto (Première Brasil: Hors Concours)

Brasil, 1977. Fugindo de um passado misterioso, Marcelo, um especialista em tecnologia na casa dos quarenta, volta ao Recife em busca de um pouco de paz, mas percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. O longa deu o Prêmio de Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho e de Melhor Ator para Wagner Moura no Festival do Cannes. Recebeu também o prêmio FIPRESCI da crítica especializada de cinema. 06 de Novembro nos cinemas.











